{"article":{"id":1773,"title":"Maria, Ex-Cat\u00f3lica, EUA","slug":"maria-ex-catlica-eua","word":"\/uploads\/articles\/pt-Maria, Ex-Catholic, USA.docx","pdf":"\/uploads\/articles\/pt-Maria, Ex-Catholic, USA.pdf","mime_type":null,"type":"node","path":"\/nodes\/view\/type:article\/slug:maria-ex-catlica-eua","hint":"","body":"<h1 style=\"text-align: center;\"><span>Maria, Ex-Cat&oacute;lica, EUA<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&nbsp;<img style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn1.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcRZB1MnOnGaSWJU2htwZTnbRK_Apw0Iml5lxjatzLAGgIvJGi1y\" alt=\"\" \/><\/span><\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&nbsp;(parte 1 de 2) Vida Pregressa<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Meu nome &eacute; Maryam al-Mahdayah - n&atilde;o nasci com esse nome, mas o escolhi quando me converti ao Isl&atilde; (em 1992).&nbsp;&nbsp;Meu nome de nascimento crist&atilde;o &eacute; Maria (Mary em ingl&ecirc;s e Maryam em &aacute;rabe).&nbsp; Gostaria de compartilhar com voc&ecirc;s minha hist&oacute;ria pessoal de convers&atilde;o ao Isl&atilde;, com a esperan&ccedil;a de que essa hist&oacute;ria possa trazer uma melhor compreens&atilde;o do Isl&atilde;.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Minha hist&oacute;ria &eacute; organizada em diferentes per&iacute;odos de vida:<\/span><\/p>\r\n<ul style=\"text-align: justify;\">\r\n<li><span style=\"font-size: large;\">Crescendo como crist&atilde; (primeiros anos)<\/span><\/li>\r\n<li><span style=\"font-size: large;\">Afastamento (adolesc&ecirc;ncia)<\/span><\/li>\r\n<li><span style=\"font-size: large;\">Busca pela verdade (meus vinte anos)<\/span><\/li>\r\n<li><span style=\"font-size: large;\">A abertura (meus trinta anos)<\/span><\/li>\r\n<li><span style=\"font-size: large;\">Voltando para casa (meus quarenta anos e para sempre)<\/span><\/li>\r\n<\/ul>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Crescendo como crist&atilde; - Primeiros anos<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Cresci em uma fam&iacute;lia de tradi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica.&nbsp;&nbsp;Fui &agrave; escola fundamental cat&oacute;lica, aprendi meu catolicismo, recebi minha Primeira Comunh&atilde;o, meu nome cat&oacute;lico (em homenagem a uma santa), fiz confiss&atilde;o, todos os passos importantes ao crescer como cat&oacute;lica.&nbsp; Tentei ao m&aacute;ximo ser boa e era (tinha muito medo de algum castigo terr&iacute;vel de Deus se n&atilde;o fosse). Ao longo desses anos desenvolvi um sentimento consider&aacute;vel de culpa (pelo que, n&atilde;o estava certa, mas sabia que era culpada de algo).&nbsp; As freiras que me ensinavam pareciam r&iacute;spidas e eu n&atilde;o podia entender por que essas &ldquo;noivas de Cristo&rdquo; eram t&atilde;o tensas e zangadas.&nbsp; Nos ver&otilde;es viajava para o sul para visitar a fam&iacute;lia de minha m&atilde;e - meu av&ocirc; foi ministro batista por um tempo e minha m&atilde;e cresceu na tradi&ccedil;&atilde;o batista.&nbsp; (Como meu pai era cat&oacute;lico ela teve que se converter ao catolicismo para se casar com ele).&nbsp; Ent&atilde;o, quando ia para o sul, ia &agrave; igreja e escola b&iacute;blica e cantava can&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s ao redor de um &oacute;rg&atilde;o antigo - minha tia tocava e minha prima e eu cant&aacute;vamos com grande sentimento.&nbsp; Foram bons tempos e essa parte de minha educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; foi a mais agrad&aacute;vel e confort&aacute;vel.&nbsp; E os anos passaram.&nbsp; Passava o ano escolar em casa e os ver&otilde;es no sul.&nbsp; Minha vida religiosa era uma vida dupla.&nbsp; Olhando para tr&aacute;s, parece que a &uacute;nica coisa que as tradi&ccedil;&otilde;es cat&oacute;lica e batista tinham em comum era uma base em Jesus (que a paz esteja sobre ele).&nbsp; Al&eacute;m disso, eram dois mundos diferentes para mim.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Afastamento - Adolesc&ecirc;ncia<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">N&atilde;o tive uma inf&acirc;ncia f&aacute;cil e os problemas familiares aumentaram em gravidade ao ponto em que, um dia, cheguei &agrave; conclus&atilde;o de que n&atilde;o existia Deus (ou, pelo menos, se existia um Deus, Ele n&atilde;o estava do meu lado).&nbsp;&nbsp;Lembro-me daquele dia, deitada em minha cama &agrave; noite, acordando para aquela realidade.&nbsp; De repente senti um grande v&aacute;cuo dentro de mim mesma, mas disse a mim mesma que se essa era a realidade, tinha que aceit&aacute;-la.&nbsp; No meu n&iacute;vel de compreens&atilde;o, aquela era minha realidade.&nbsp; &Agrave; medida que minha adolesc&ecirc;ncia progredia, comecei a pesquisar.&nbsp; Nessa &eacute;poca n&atilde;o me era mais exigido que fosse &agrave; igreja (em nossa fam&iacute;lia a pr&aacute;tica religiosa deixou de existir por essa &eacute;poca) e decidi buscar eu mesma a verdade.&nbsp; Lembro-me de ler sobre Jesus (que a paz esteja sobre ele).&nbsp; Tinha um sentimento muito forte sobre ele e at&eacute; me sentia conectada a ele de alguma forma.&nbsp; Mas nunca pude aceitar sua maneira de morrer (como podia algu&eacute;m t&atilde;o especial e pr&oacute;ximo de Deus morrer daquele jeito???).&nbsp; Parecia uma trag&eacute;dia indescrit&iacute;vel.&nbsp; E assim desenvolvi minha pr&oacute;pria opini&atilde;o e cren&ccedil;a de que Jesus era de fato uma pessoa real que viveu nessa terra, muito especial com uma miss&atilde;o muito especial, mas, al&eacute;m disso, n&atilde;o sabia.&nbsp; No final abri m&atilde;o da ideia do Cristianismo completamente, por que muitas coisas n&atilde;o faziam sentido.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Busca pela verdade - Meus vinte anos<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Quando entrei nos meus vinte anos senti uma enorme necessidade de encontrar a verdade, para acalmar a inquieta&ccedil;&atilde;o em meu cora&ccedil;&atilde;o e alma.&nbsp;&nbsp;Fui apresentada ao Budismo e como parecia pr&oacute;ximo ao que procurava (pelo menos havia uma l&oacute;gica clara), aderi.&nbsp; De muitas formas me ajudou a sentir melhor, mas para mim parecia estar faltando algo (o que, n&atilde;o sabia na &eacute;poca).&nbsp; Com o passar dos anos me afastei do Budismo tamb&eacute;m.&nbsp; Estava se tornando mais um fardo do que um conforto em minha vida.&nbsp; Durante essa &eacute;poca viajei para o Egito a neg&oacute;cios, onde encontrei meu marido, que cresceu na tradi&ccedil;&atilde;o mu&ccedil;ulmana.&nbsp; Continuava envolvida com o Budismo e tentei convert&ecirc;-lo.&nbsp; Ele ouvia pacientemente e eu acreditava estar tendo sucesso, mas sei agora que ele nunca teria se convertido.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A abertura - Meus trinta anos<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Ent&atilde;o continuei, ficando cada vez mais desconfort&aacute;vel com a pr&aacute;tica budista, voltei ao Egito para me casar, voltei para os EUA sozinha e, por fim, retornei ao Egito para viver com meu marido.&nbsp;&nbsp;Est&aacute;vamos juntos l&aacute; h&aacute; um ano, um ano maravilhoso, curativo e inesquec&iacute;vel.&nbsp; Agora estava com trinta e poucos anos.&nbsp; Tinha acabado de chegar ao Egito para come&ccedil;ar realmente a vida de casada, estressada ao m&aacute;ximo, sentindo que tinha chegado com meu &uacute;ltimo suspiro.&nbsp; Tinha ficado separada de meu marido por mais de um ano (meu emprego me manteve nos EUA e outras preocupa&ccedil;&otilde;es o mantiveram no Egito).&nbsp; Ficamos em contato todo esse tempo, mas era t&atilde;o dif&iacute;cil e estressante que perdi muito peso.&nbsp; Fui descrita como parecendo anor&eacute;xica.&nbsp; N&atilde;o estava ciente disso at&eacute; que um dia aconteceu de me ver no espelho retrovisor de um t&aacute;xi.&nbsp; Vi meu pesco&ccedil;o, com os ossos aparecendo.&nbsp; A princ&iacute;pio n&atilde;o percebi que era eu e quando percebi, foi um grande choque.&nbsp; Olhei para mim mesma com novos olhos - minhas m&atilde;os eram ossudas - estava come&ccedil;ando a parecer um esqueleto vivo.&nbsp; Durante esse tempo meu marido conversava comigo - quieta e pacientemente - explicando n&atilde;o sobre o Isl&atilde;, mas sobre crer em Deus.&nbsp; Disse que n&atilde;o importava que religi&atilde;o eu escolhesse praticar, desde que acreditasse em Deus.&nbsp; Argumentei muito com ele que n&atilde;o havia um Deus (e o Budismo apoiava essa cren&ccedil;a) e ele explicava repetidamente que h&aacute; um Deus e me dava os detalhes dos Seus sinais e qualidades.&nbsp; Explicava como Deus estava comigo (atrav&eacute;s de Seu conhecimento, audi&ccedil;&atilde;o, vis&atilde;o e outros atributos) e conversava comigo sobre Deus a partir da perspectiva do Isl&atilde;, enfatizando que eu n&atilde;o tinha que ser mu&ccedil;ulmana - apenas acreditar em Deus.&nbsp; Sendo uma pessoa teimosa, continuava a resistir externamente, mas internamente uma pequena janela de esperan&ccedil;a come&ccedil;ou a se abrir...<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Meu marido pediu a um amigo para trazer alguns livros sobre o Isl&atilde; para mim.&nbsp;Fiquei surpresa, porque eu continuava &ldquo;n&atilde;o interessada em ouvir a respeito de Deus&rdquo; - &agrave;s vezes de maneira enf&aacute;tica.&nbsp; Ent&atilde;o ele me deixou com os livros: uma tradu&ccedil;&atilde;o para o ingl&ecirc;s do Alcor&atilde;o e um livro sobre todas as facetas do Isl&atilde;.&nbsp; Meu interesse foi ligeiramente instigado, mas ignorei.&nbsp; Coloquei os livros de lado e mais tarde fui para a cama.&nbsp; Naquela noite, tive um sonho.&nbsp; Nesse sonho estava em algum lugar cercada por gloriosa luz branca.&nbsp; No fundo ouvia uma bela m&uacute;sica que soava como recita&ccedil;&atilde;o cor&acirc;nica.&nbsp; Atr&aacute;s de mim estava uma escada dourada em espiral.&nbsp; Todas essas imagens estavam suspensas nessa maravilhosa luz branca.&nbsp; Essa luz era mais brilhante que qualquer coisa que tivesse visto em minha vida acordada, mas o brilho n&atilde;o feria meus olhos.&nbsp; Era pura, brancura celestial.&nbsp; Ent&atilde;o olhei para baixo e me conscientizei de que estava toda coberta em branco, na maneira isl&acirc;mica; vestido e len&ccedil;os brancos, belos e graciosos.&nbsp; Todo o tempo continuei sentindo uma tremenda alegria saindo de mim e estava cheia dessa mesma luz branca.&nbsp; &Agrave; minha frente &agrave; esquerda estava uma crian&ccedil;a, com 5 ou 6 anos de idade olhando para frente, de modo que eu n&atilde;o podia ver seu rosto.&nbsp; N&atilde;o sabia se era menino ou menina, mas sabia que era minha.&nbsp; (Na &eacute;poca, era fisicamente incapaz de ter filhos).&nbsp; Esse sonho teve um impacto profundo em mim.&nbsp; Embora tenha sido h&aacute; 7 anos, ainda lembro-me dele vividamente em detalhes.&nbsp; Quando acordei, relatei esse sonho.&nbsp; Sem saber seu significado, contei ao meu marido sobre ele porque estava muito v&iacute;vido em minha mente e n&atilde;o fazia sentido para mim.&nbsp; Nunca tinha tido esse tipo de sonho antes.&nbsp; Quando terminei de cont&aacute;-lo, meu marido disse: &ldquo;Esse &eacute; o tipo de sonho que todo mu&ccedil;ulmano deseja ter&rdquo;.&nbsp; Mas por que eu?&nbsp; N&atilde;o acreditava em Deus, negava Sua exist&ecirc;ncia (apaixonadamente, &agrave;s vezes) e n&atilde;o tinha interesse no Isl&atilde; ou em me tornar mu&ccedil;ulmana.&nbsp; Explicou que Deus estava me informando algo nesse sonho e que eu tinha muita sorte.&nbsp; Aquilo me surpreendeu.&nbsp; (O interessante &eacute; que esse sonho n&atilde;o tinha qualidade de um sonho, mas de fato me deu a sensa&ccedil;&atilde;o de olhar para coisas que estavam por vir). Depois desse sonho, decidi abrir os livros sobre Isl&atilde; e descobrir mais sobre essa religi&atilde;o.<\/span><\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(parte 2 de 2) Experi&ecirc;ncia Isl&acirc;mica<\/span><\/h1>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Voltando para casa - Meus quarenta anos e para sempre<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Li sobre os princ&iacute;pios do Isl&atilde;.&nbsp;&nbsp;Faziam sentido para mim, sem contradi&ccedil;&otilde;es.&nbsp; As descri&ccedil;&otilde;es da maneira isl&acirc;mica de vida, as fun&ccedil;&otilde;es dos homens e das mulheres na sociedade como complementares, ao inv&eacute;s de competitivos, eram muito l&oacute;gicas.&nbsp; Depois de ler isso entendi que o que sentia instintivamente sobre mim mesma como mulher era, de fato, fiel &agrave; minha verdadeira natureza.&nbsp; Ao inv&eacute;s de me sentir menosprezada, me senti elevada, n&atilde;o apenas como mulher, mas como membro da ra&ccedil;a humana.&nbsp; Comecei a sentir meu verdadeiro eu pela primeira vez em minha vida.&nbsp; Comecei a ter a sensa&ccedil;&atilde;o de que estava voltando para casa.&nbsp; Li o Alcor&atilde;o.&nbsp; Embora n&atilde;o no original em &aacute;rabe, descobri que simplesmente ler os vers&iacute;culos em ingl&ecirc;s me enchia com uma enorme sensa&ccedil;&atilde;o de paz e calma, da maneira mais gentil.&nbsp; Os pr&oacute;prios vers&iacute;culos respondiam muitas quest&otilde;es que tive ao longo da minha vida, mas para os quais nunca consegui uma resposta clara.&nbsp; Lendo o Alcor&atilde;o comecei a perceber que esse livro devia ser o trabalho e a palavra de Deus, por causa de sua l&oacute;gica impec&aacute;vel e seu efeito sobre mim.&nbsp; Aprendi que essa &eacute; uma das qualidades do Alcor&atilde;o, certa &ldquo;barakah&rdquo; ou gra&ccedil;a que tem um efeito calmante sobre a alma humana.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Logo depois fiz uma cirurgia com a esperan&ccedil;a de que, talvez, pudesse ter um filho.&nbsp; A cirurgia correu bem, mas minhas chances de ter um filho continuavam m&iacute;nimas, quase nulas.&nbsp; Nessa &eacute;poca estava lendo o Alcor&atilde;o regularmente e tentando aprender mais sobre o Isl&atilde;.&nbsp; Fazia perguntas constantemente e imergi na atmosfera do Isl&atilde; - amava ouvir as chamadas para as ora&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias em cada rua e um dia pedi a meu marido para me levar a Al-Azhar, o renomado centro de aprendizado isl&acirc;mico, para visitar a mesquita.&nbsp; Tinha visto essa mesquita na TV e me sentia curiosamente atra&iacute;da por ela.&nbsp; Ent&atilde;o, um dia fui.&nbsp; Estava calmo. Caminhei, li o Alcor&atilde;o e sentei silenciosamente por um tempo.&nbsp; Foi um excelente e pac&iacute;fico momento. Depois partimos.&nbsp; Na metade da rua parei e olhei ao redor - queria ter certeza de que meus p&eacute;s tocavam o ch&atilde;o, porque n&atilde;o podia sentir a cal&ccedil;ada sob meus p&eacute;s.&nbsp; Sentia como se estivesse caminhando no ar... esse &eacute; o efeito do Isl&atilde; sobre mim - o sentimento de leveza foi traduzido literalmente.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Tive tantas experi&ecirc;ncias incomuns durante essa &eacute;poca, muitas apenas coisas moment&acirc;neas, que comecei verdadeiramente a acreditar em meu cora&ccedil;&atilde;o que Deus estava, de fato, comigo e pr&oacute;ximo a mim.&nbsp; O melhor de tudo no sentido humano foi que no ano seguinte tivemos uma bela filha - um verdadeiro presente de Deus.&nbsp; At&eacute; a m&eacute;dica que havia realizado a cirurgia ficou surpreso.&nbsp; Foi a primeira vez que ela havia realizado esse tipo de cirurgia e n&atilde;o tinha como prever o resultado, exceto que as chances eram pequenas.&nbsp; (Deus estava comigo at&eacute; naquele momento).<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Mudamos para os EUA e nossa filha nasceu no outono, 4 meses depois de nossa chegada.&nbsp; No ano seguinte voltamos para o Egito para que a fam&iacute;lia de meu marido pudesse encontrar essa maravilhosa adi&ccedil;&atilde;o &agrave; nossa fam&iacute;lia.&nbsp; Antes de partirmos, decidi que era hora de oficialmente me tornar mu&ccedil;ulmana - Deus havia me mostrado tantos sinais que sabia que era o caminho claro para mim.&nbsp; E assim, de volta ao Egito, fui a Al-Azhar declarar que &ldquo;N&atilde;o h&aacute; divindade exceto Deus (Allah) e Muhammad &eacute; Seu mensageiro.&rdquo;&nbsp; Agora estou nos meus quarenta anos e olhando para tr&aacute;s, particularmente os &uacute;ltimos 10 anos, vejo a m&atilde;o de Deus em todas as centenas de incidentes e eventos pelo caminho.&nbsp; Como algu&eacute;m sempre buscando a Verdade, boa ou m&aacute;, encontrei, por meio de experi&ecirc;ncia pessoal, que Deus &eacute; A &Uacute;NICA REALIDADE.&nbsp; S&oacute; precisamos abrir nossos olhos, ouvidos e cora&ccedil;&otilde;es para reconhecer a Verdade:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;N&oacute;s os faremos ver Nossos sinais nos horizontes e neles mesmos, at&eacute; que se torne evidente, para eles, que o Alcor&atilde;o &eacute; a verdade.&nbsp;&nbsp;<\/strong><strong>Acaso n&atilde;o basta teu Senhor, Que &eacute; Testemunha de tudo?<\/strong><strong>&nbsp;&nbsp;<\/strong><strong>N&atilde;o &eacute; certo que est&atilde;o em d&uacute;vida quanto ao comparecimento ante o seu Senhor?<\/strong><strong>&nbsp; Acaso n&atilde;o &eacute; verdade que Deus abrange tudo?&rdquo; (Alcor&atilde;o 41:53-54)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Descobrir o Isl&atilde; tem sido como descobrir um tesouro - um tesouro de valor ilimitado.&nbsp;&nbsp;Por causa do Isl&atilde; encontrei a mim mesma.&nbsp; Atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncia concreta descobri que Deus existe; que Ele &eacute; gentil, amoroso, misericordioso e sempre atento a mim.&nbsp; Encontrei clareza, significado e dire&ccedil;&atilde;o clara em minha vida.&nbsp; Deus me deu tanto, incluindo uma fam&iacute;lia al&eacute;m dos meus sonhos, que ressoa perfeitamente com os desejos mais profundos de meu cora&ccedil;&atilde;o e alma, como s&oacute; Ele pode prover da maneira mais perfeita.&nbsp; Tenho tranquilidade e paz de esp&iacute;rito somente quando bebo profundamente do Isl&atilde; e do Alcor&atilde;o, uma bebida curativa maravilhosa que apenas Deus pode prover da maneira mais perfeita.&nbsp; A maior d&aacute;diva de Deus para mim foi ter tocado minha alma e me deixado sentir Sua gentileza, bondade amorosa e miseric&oacute;rdia.&nbsp; Pela gra&ccedil;a de Deus, estou me tornando al-mahdayah, a corretamente guiada.&nbsp; Para nos tornarmos os melhores, mais produtivos e misericordiosos seres humanos que podemos ser, Deus nos enviou Sua mensagem final para a humanidade da maneira mais perfeita - a maneira do Isl&atilde;, o caminho da paz.&nbsp; Minha experi&ecirc;ncia pessoal com o Cristianismo me deixou um sentimento de vazio por tanto tempo que n&atilde;o pude reconhecer seu valor.&nbsp; Entretanto, o Isl&atilde; nos ensina que o Juda&iacute;smo, o Cristianismo e o Isl&atilde; v&ecirc;m todos de Deus, cada um com uma mensagem enviada por Deus e, portanto, todos s&atilde;o merecedores de respeito.&nbsp; Embora tenha nascido no Cristianismo, o Isl&atilde; &eacute; o caminho verdadeiro para a minha alma.&nbsp; Como agora estou firmemente fundamentada em minha rela&ccedil;&atilde;o com Deus, descobri que tamb&eacute;m posso apreciar outras tradi&ccedil;&otilde;es, a partir da perspectiva do Isl&atilde;.&nbsp; N&atilde;o h&aacute; conflito interno, porque voltei para casa.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso&nbsp;<br \/> Todos os louvores s&atilde;o para Deus, o Senhor de todos os Mundos,&nbsp;<br \/> o Misericordioso, o Perdoador,&nbsp;<br \/> o Soberano do Dia do Ju&iacute;zo.&nbsp;<br \/> S&oacute; a Ti adoramos e s&oacute; de Ti imploramos ajuda!<\/strong>&nbsp;<\/span><br \/><span style=\"font-size: large;\"> <strong>Guia-nos &agrave; senda reta,&nbsp;<br \/> &agrave; senda dos que agraciaste,&nbsp;<br \/> &nbsp;n&atilde;o &agrave; dos abominados, nem &agrave; dos extraviados.&rdquo; (Alcor&atilde;o 1:1-7)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>","excerpt":"","terms":null,"visibility_roles":"","comment_status":1,"comment_count":0,"read_counter":13359,"lft":3320,"rght":3321,"promote":1,"sticky":0,"status":1,"publish_start":null,"publish_end":null,"created_at":"2014-09-03T01:08:00.000000Z","updated_at":"2026-04-05T15:51:16.000000Z","language_id":15,"user_id":7,"author_id":2435,"publisher_id":0,"category_id":10,"parent_id":1769,"books":[],"fatawas":[],"videos":[],"audios":[],"author_name":"Maria","category_name":"Why I became a Muslim!","category_slug":"Why-I-became-a-Muslim!","get_date":"2014-09-03","pdf_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Maria, Ex-Catholic, USA.pdf","word_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Maria, Ex-Catholic, USA.docx"},"translations":[],"article_books":[],"article_fatawas":[],"article_videos":[],"article_audios":[],"url":"http:\/\/www.islamland.com\/bur\/api\/articles\/maria-ex-catlica-eua"}