{"article":{"id":2477,"title":"Malcolm X, EUA-","slug":"malcolm-x-eua-nn","word":"\/uploads\/articles\/pt-Malcolm X, USA.docx","pdf":"\/uploads\/articles\/pt-Malcolm X, USA.pdf","mime_type":null,"type":"node","path":"\/nodes\/view\/type:article\/slug:malcolm-x-eua-nn","hint":"","body":"<h1 style=\"text-align: center;\"><span>Malcolm X, EUA<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><img style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/articles_es\/images\/Malcolm_X_(part_1_of_2)_001.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(parte 1 de 2)<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Sou e sempre serei um mu&ccedil;ulmano. Minha religi&atilde;o &eacute; o Isl&atilde;.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">-Malcolm X<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Inf&acirc;ncia<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Malcom X nasceu Malcom Little em 19 de maio de 1925 em Omaha, Nebraska.&nbsp; Sua m&atilde;e, Louis Norton Little, era uma dona-de-casa ocupada com os oito filhos da fam&iacute;lia.&nbsp; Seu pai, Earl Little, era um ministro batista sincero e partid&aacute;rio &aacute;vido do l&iacute;der nacionalista negro Marcus Garvey.&nbsp; O ativismo de Earl nos direitos civis desencadeou amea&ccedil;as de morte da organiza&ccedil;&atilde;o supremacista branca Legi&atilde;o Negra, for&ccedil;ando a fam&iacute;lia a se mudar duas vezes antes do quarto anivers&aacute;rio de Malcom.&nbsp; Independentemente dos esfor&ccedil;os de Little para escapar da Legi&atilde;o, em 1929 sua casa em Lansing, Michigan, foi totalmente queimada, e dois anos depois o corpo mutilado de Earl foi encontrado nos trilhos do bonde da cidade, quando Malcom tinha apenas seis anos.&nbsp; Louise teve um colapso nervoso v&aacute;rios anos depois da morte de seu marido, e foi internada em uma institui&ccedil;&atilde;o para doentes mentais.&nbsp; Seus filhos foram divididos entre v&aacute;rios lares adotivos e orfanatos.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Malcom era um aluno esperto e focado e graduou-se no ensino fundamental como o primeiro de sua classe.&nbsp; Entretanto, quando um professor favorito disse a Malcom que seu sonho de tornar-se advogado n&atilde;o era um objetivo realista para um negro, Malcom perdeu interesse na escola e a abandonou com a idade de quinze anos. &nbsp;Aprendendo nas ruas, Malcom familiarizou-se com criminosos, ladr&otilde;es, traficantes de drogas e cafet&otilde;es.&nbsp; Condenado por roubo aos vinte anos permaneceu na pris&atilde;o at&eacute; a idade de vinte e sete anos.&nbsp; Durante sua pris&atilde;o ele tentou instruir-se.&nbsp; Al&eacute;m disso, durante seu per&iacute;odo na pris&atilde;o, conheceu e uniu-se &agrave; Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde;, estudando em detalhes os ensinamentos de Elijah Muhammad.&nbsp; Foi libertado, um homem mudado, em 1952.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A &lsquo;Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde;&rsquo;<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Ao ser libertado Malcom foi para Detroit e uniu-se &agrave;s atividades di&aacute;rias da seita, recebendo instru&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio Elijah Muhammad. O comprometimento pessoal de Malcom ajudou a construir a organiza&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional, enquanto fez dele uma figura internacional.&nbsp; Foi entrevistado em programas de televis&atilde;o e revistas de destaque, e deu palestras em todo o pa&iacute;s em v&aacute;rias universidades e outros f&oacute;runs.&nbsp; Seu poder estava em suas palavras, que descreviam vividamente o sofrimento dos negros e incriminava os brancos de forma veemente. Quando uma pessoa branca referiu-se ao fato de que algumas universidades do sul tinham matriculado calouros negros sem precisar de baionetas, Malcom reagiu com esc&aacute;rnio:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Quando eu n&atilde;o respondi, o anfitri&atilde;o do programa mordeu a isca: Ahhh!&nbsp; De fato, Sr. Malcom X &ndash; voc&ecirc; n&atilde;o pode negar que isso &eacute; um avan&ccedil;o para sua ra&ccedil;a!<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Aproveitei a brecha, ent&atilde;o.&nbsp; N&atilde;o posso dar as costas sem ouvir sobre algum &lsquo;avan&ccedil;o nos direitos civis&rsquo;!&nbsp; Os brancos parecem pensar que os negros devem gritar 'aleluia'!&nbsp; Por quatrocentos anos o branco manteve sua longa faca no pesco&ccedil;o do negro &ndash; e agora o branco come&ccedil;a a afastar a faca, talvez alguns cent&iacute;metros!&nbsp; O negro deve ser grato?&nbsp; Por que, se o branco empurrou a faca e a cicatriz vai permanecer?!<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Embora as palavras de Malcom alfinetassem as injusti&ccedil;as contra negros na Am&eacute;rica, as opini&otilde;es igualmente racistas da Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde; o impediam de aceitar que alguns brancos fossem sinceros ou capazes de ajudar na situa&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Por doze anos ele pregou que o homem branco era o dem&ocirc;nio e que o Honor&aacute;vel Elijah Muhammad era mensageiro de Deus.&nbsp; Infelizmente, muitas imagens de Malcom hoje focam nesse per&iacute;odo de sua vida, embora a transforma&ccedil;&atilde;o pela qual ele passou tenha transmitido uma mensagem completamente diferente e mais importante para o povo americano.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A Mudan&ccedil;a para o Verdadeiro Isl&atilde;<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Em 12 de mar&ccedil;o de 1964, impelido pela inveja dentro da Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde; e por revela&ccedil;&otilde;es de imoralidade sexual por parte de Elijah Muhammad, Malcom deixou a Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde; com a inten&ccedil;&atilde;o de come&ccedil;ar sua pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Sinto-me como um homem que de alguma forma esteve dormindo e sob o controle de outra pessoa.&nbsp; Sinto que o que estou pensando e dizendo agora &eacute; por mim mesmo.&nbsp; Antes, era por e pela orienta&ccedil;&atilde;o de outro, agora penso com minha pr&oacute;pria mente.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Malcom estava com trinta e oito anos quando deixou a Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde; de Elijah Muhammad.&nbsp; Refletindo sobre o que ocorreu antes de sua sa&iacute;da, ele disse:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Em uma ou outra faculdade ou universidade, geralmente em encontros informais ap&oacute;s eu ter feito minha palestra, por volta de uma d&uacute;zia de pessoas brancas de boa complex&atilde;o vinha falar comigo, se identificando como mu&ccedil;ulmanos &aacute;rabes, do Oriente M&eacute;dio ou do norte da &Aacute;frica que estavam visitando, estudando ou morando nos Estados Unidos. &nbsp;&nbsp;Eles me diziam que a despeito de minhas declara&ccedil;&otilde;es acusando os brancos, sentiam que eu era sincero em me considerar um mu&ccedil;ulmano &ndash; e que sentiam que se eu fosse exposto ao que chamavam de Isl&atilde; verdadeiro, eu o entenderia e o abra&ccedil;aria.&nbsp; Automaticamente, como seguidor de Elijah, eu me refreava toda vez que isso era dito.&nbsp; Mas na privacidade de meus pensamentos, depois de v&aacute;rias experi&ecirc;ncias como essa, me questionei: se algu&eacute;m &eacute; sincero ao professar uma religi&atilde;o, por que se recusaria a ampliar seu conhecimento daquela religi&atilde;o?<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Aqueles mu&ccedil;ulmanos ortodoxos que encontrei, um ap&oacute;s outro, me incentivaram a encontrar e conversar com um Dr. Mahmoud Youssef Shawarbi. . . . Ent&atilde;o um dia Dr. Shawarbi e eu fomos apresentados por um jornalista.&nbsp; Ele foi cordial.&nbsp; Disse que tinha me acompanhado pela imprensa; eu disse que tinham me falado dele, e conversamos por quinze ou vinte minutos.&nbsp; Ambos t&iacute;nhamos que sair para compromissos, quando ele me disse algo cuja l&oacute;gica nunca sairia de minha cabe&ccedil;a.&nbsp; Ele disse que nenhum homem acredita de forma perfeita at&eacute; que deseje para seu irm&atilde;o o que deseja para si pr&oacute;prio (um dito do Profeta Muhammad, que Deus o louve).<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O Efeito da Peregrina&ccedil;&atilde;o<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Malcom prossegue sobre o Hajj:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A peregrina&ccedil;&atilde;o &agrave; Meca, conhecida como Hajj, &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o religiosa que todo mu&ccedil;ulmano ortodoxo cumpre, se tiver capacidade, pelo menos uma vez em sua vida.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O Alcor&atilde;o Sagrado diz:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;...A peregrina&ccedil;&atilde;o &agrave; Casa &eacute; um dever para com Deus, por parte de todos os seres humanos, que est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de empreend&ecirc;-la;...&rdquo; (Alcor&atilde;o 3:97)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Deus disse: &lsquo;E proclama a peregrina&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas; elas vir&atilde;o a ti a p&eacute;, e montando toda esp&eacute;cie de camelos, de todo long&iacute;nquo lugar.&rsquo;&rdquo; (Alcor&atilde;o 22:27)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Todos os milhares no aeroporto, prontos para partir para Jed&aacute;, estavam vestidos da mesma forma.&nbsp; Voc&ecirc; podia ser um rei ou um campon&ecirc;s, e ningu&eacute;m saberia.&nbsp; Algumas personalidades poderosas, que foram discretamente mostradas a mim, vestiam o mesmo que eu.&nbsp; Vestidos dessa forma, todos come&ccedil;amos a chamar intermitentemente Labbayka!&nbsp; (Allahumma) Labbayka!&nbsp; (Aqui estou, &Oacute; Senhor!).&nbsp;Reunidos no avi&atilde;o estavam pessoas brancas, negras, pardas, vermelhas e amarelas, olhos azuis e cabelos loiros, e minha carapinha vermelha &ndash; todos juntos, irm&atilde;os! &nbsp;&nbsp;Todos honrando o mesmo Deus e, por sua vez, todos se honrando mutuamente...<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Foi quando pela primeira vez comecei a reavaliar o homem branco. Foi quando pela primeira vez comecei a perceber que o homem branco, como usado comumente, significa complex&atilde;o f&iacute;sica apenas secundariamente; primariamente descreve atitudes e a&ccedil;&otilde;es.&nbsp; Na Am&eacute;rica, homem branco significava atitudes e a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas em rela&ccedil;&atilde;o ao homem negro, e em rela&ccedil;&atilde;o aos outros homens n&atilde;o-brancos.&nbsp; Mas no mundo mu&ccedil;ulmano, eu tinha visto que homens com complex&atilde;o branca eram mais genuinamente fraternais do que qualquer outro j&aacute; tinha sido.&nbsp; Aquela manh&atilde; foi o come&ccedil;o de uma mudan&ccedil;a radical em toda minha perspectiva sobre os homens brancos.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Havia dezenas de milhares de peregrinos, de todo o mundo.&nbsp; Eram de todas as cores, de loiros de olhos azuis a africanos de cor negra.&nbsp; Mas estavam todos participando no mesmo ritual, exibindo um esp&iacute;rito de unidade e fraternidade que minhas experi&ecirc;ncias na Am&eacute;rica me levaram a acreditar que jamais poderia existir entre os brancos e os n&atilde;o-brancos...&nbsp; A Am&eacute;rica precisa compreender o Isl&atilde;, porque essa &eacute; a religi&atilde;o que apaga da sociedade o problema da ra&ccedil;a.&nbsp; Atrav&eacute;s de minhas viagens no mundo mu&ccedil;ulmano, encontrei, conversei e at&eacute; comi com pessoas que na Am&eacute;rica seriam consideradas brancas - mas a atitude branca foi removida de suas mentes pela religi&atilde;o do Isl&atilde;.&nbsp; Eu jamais tinha visto fraternidade sincera e verdadeira praticada por todas as cores juntas, independentemente de sua cor.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A Nova Vis&atilde;o de Malcom da Am&eacute;rica<\/span><\/h2>\r\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Malcom continua:<\/span><\/h3>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Cada hora aqui na Terra Sagrada me permite ter mais discernimentos espirituais sobre o que est&aacute; acontecendo na Am&eacute;rica entre os negros e brancos.&nbsp; O negro americano n&atilde;o pode nunca ser culpado por suas animosidades raciais &ndash; est&aacute; apenas reagindo a quatrocentos anos de racismo consciente dos brancos americanos. &nbsp;&nbsp;Mas como o racismo leva a Am&eacute;rica para o caminho do suic&iacute;dio, eu creio, das experi&ecirc;ncias que tenho tido com eles, que os brancos da gera&ccedil;&atilde;o mais jovem, nas faculdades e universidades, ver&atilde;o a desgra&ccedil;a que se aproxima e muitos deles se voltar&atilde;o para o caminho espiritual da verdade &ndash; o &uacute;nico caminho para evitar o desastre para o qual o racismo inevitavelmente levar&aacute; a Am&eacute;rica.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Acredito que Deus neste momento est&aacute; dando &agrave; suposta sociedade branca &lsquo;crist&atilde;&rsquo; do mundo sua &uacute;ltima oportunidade de se arrepender e expiar os crimes de explora&ccedil;&atilde;o e escraviza&ccedil;&atilde;o dos povos n&atilde;o-brancos do mundo.&nbsp; &Eacute; exatamente como quando Deus deu ao Fara&oacute; uma chance de se arrepender.&nbsp; Mas o Fara&oacute; persistiu em sua recusa de dar justi&ccedil;a &agrave;queles que oprimiu.&nbsp; E n&oacute;s sabemos que Deus finalmente destruiu o Fara&oacute;.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Nunca esquecerei o jantar com o Dr. Azzam.&nbsp; Quanto mais convers&aacute;vamos, mais seu vasto reservat&oacute;rio de conhecimento e sua variedade pareciam ilimitados.&nbsp; Ele falou da linhagem racial dos descendentes de Muhammad, que Deus o louve, o Profeta, e mostrou como eram brancos e negros.&nbsp; Tamb&eacute;m destacou como a cor, e os problemas de cor que existem no mundo mu&ccedil;ulmano, existem apenas onde, e na medida em que, aquela &aacute;rea do mundo mu&ccedil;ulmano foi influenciada pelo Ocidente.&nbsp; Ele disse que ao encontrar quaisquer diferen&ccedil;as com base na atitude em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cor, isso refletia diretamente o grau de influ&ecirc;ncia ocidental.<\/span><\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&nbsp;(parte 2 de 2)<\/span><\/h1>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A Unicidade do Homem sob Um Deus<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Foi durante sua peregrina&ccedil;&atilde;o que ele come&ccedil;ou a escrever algumas cartas para seus assistentes leais na rec&eacute;m-formada mesquita no Harlem.&nbsp; Ele pediu que sua carta fosse copiada e distribu&iacute;da &agrave; imprensa:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Nunca testemunhei tamanha hospitalidade sincera e o esp&iacute;rito dominante de fraternidade verdadeira como praticados por pessoas de todas as cores e ra&ccedil;as aqui nessa antiga Terra Sagrada, a Casa de Abra&atilde;o, Muhammad e todos os outros Profetas das Escrituras Sagradas. Na &uacute;ltima semana fiquei completamente sem palavras e fascinado pela bondade que vi ser exibida &agrave; minha volta por pessoas de todas as cores...<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Voc&ecirc; pode estar chocado com essas palavras vindo de mim. Mas nessa peregrina&ccedil;&atilde;o o que tenho visto, e experimentado, for&ccedil;ou-me a reorganizar muito dos padr&otilde;es de pensamento mantidos anteriormente, e a deixar de lado algumas das minhas conclus&otilde;es pr&eacute;vias. N&atilde;o foi muito dif&iacute;cil para mim.&nbsp; Apesar de minhas firmes convic&ccedil;&otilde;es, sempre fui um homem que tenta enfrentar os fatos, e aceitar a realidade da vida na medida em que &eacute; revelada por experi&ecirc;ncia e conhecimento novos. &nbsp;Sempre mantive a mente aberta, o que &eacute; necess&aacute;rio para a flexibilidade que deve andar de m&atilde;os dadas com toda forma inteligente de busca pela verdade.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Durante os &uacute;ltimos onze dias aqui no mundo mu&ccedil;ulmano, comi no mesmo prato, bebi do mesmo copo, e dormi na mesma cama (ou no mesmo tapete) &ndash; enquanto orava para o mesmo Deus - com companheiros mu&ccedil;ulmanos, cujos olhos eram os mais azuis dos azuis, cujos cabelos eram os mais loiros dos loiros, cuja pele era a mais branca das brancas. E nas palavras, a&ccedil;&otilde;es e atos dos mu&ccedil;ulmanos &ldquo;brancos&rdquo;, senti a mesma sinceridade que senti entre os mu&ccedil;ulmanos africanos negros da Nig&eacute;ria, Sud&atilde;o e Gana.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;&Eacute;ramos todos verdadeiramente os mesmos (irm&atilde;os) &ndash; porque sua cren&ccedil;a em um Deus tinha removido o &ldquo;branco&rdquo; de suas mentes, o &lsquo;branco&rsquo; de seu comportamento e o &lsquo;branco&rsquo; de suas atitudes.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Pude ver disso que, talvez se os americanos brancos pudessem aceitar a Unicidade de Deus, ent&atilde;o, talvez, tamb&eacute;m pudessem aceitar na realidade a Unicidade do Homem &ndash; e parar de avaliar, obstruir e prejudicar outros em termos de suas \"diferen&ccedil;as\" na cor.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Com o racismo infestando a Am&eacute;rica como um c&acirc;ncer incur&aacute;vel, o suposto cora&ccedil;&atilde;o americano branco &ldquo;crist&atilde;o&rdquo; devia ser mais receptivo a uma solu&ccedil;&atilde;o comprovada para esse problema destrutivo.&nbsp; Talvez esteja em tempo de salvar a Am&eacute;rica de um desastre iminente &ndash; a mesma destrui&ccedil;&atilde;o que ocorreu &agrave; Alemanha pelo racismo que eventualmente destruiu os pr&oacute;prios alem&atilde;es.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Perguntaram-me o que mais me impressionou sobre o Hajj. . . Eu disse, &ldquo;A fraternidade!&nbsp; Os povos de todas as ra&ccedil;as, cores, de todo o mundo se reunindo como um s&oacute;!&nbsp; Isso me provou o poder do Deus &Uacute;nico. . . . Todos comem como um e dormem como um.&nbsp; Tudo na atmosfera da peregrina&ccedil;&atilde;o acentua a Unicidade do Homem sob Um &Uacute;nico Deus.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Malcom retornou da peregrina&ccedil;&atilde;o como El-Hajj Malik al-Shabazz.&nbsp; Estava incendiado com novo discernimento espiritual.&nbsp; Para ele, a batalha tinha evolu&iacute;do da luta de um nacionalista pelos direitos civis para a luta pelos direitos humanos de um internacionalista e humanit&aacute;rio.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Depois da Peregrina&ccedil;&atilde;o<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Rep&oacute;rteres e outros brancos estavam ansiosos para aprender sobre as rec&eacute;m-formadas opini&otilde;es de El-Hajj Malik sobre eles.&nbsp; Mal podiam acreditar que o homem que tinha pregado contra eles por tantos anos podia repentinamente ter se modificado e cham&aacute;-los de irm&atilde;os.&nbsp; Para essas pessoas El-Hajj Malik tinha isso a dizer:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Voc&ecirc;s me perguntam &lsquo;Voc&ecirc; n&atilde;o disse que agora aceita os brancos como irm&atilde;os?&rsquo;&nbsp; Bem, minha resposta &eacute; que no mundo mu&ccedil;ulmano eu vi, senti e escrevi para casa como meu pensamento tinha se ampliado!&nbsp; Enquanto escrevia, compartilhava amor fraternal verdadeiro com muitos mu&ccedil;ulmanos de complex&atilde;o branca que nunca se importaram com a ra&ccedil;a ou complex&atilde;o de outro mu&ccedil;ulmano.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Minha peregrina&ccedil;&atilde;o ampliou meu escopo. Ela me aben&ccedil;oou com um novo discernimento. Em duas semanas na Terra Sagrada eu vi o que nunca tinha visto em trinta e nove anos aqui na Am&eacute;rica. Vi todas as ra&ccedil;as, todas as cores, - de loiros de olhos azuis a africanos negros &ndash; em verdadeira irmandade!&nbsp; Em unidade!&nbsp; Vivendo como um!&nbsp; Adorando como um!&nbsp; Sem segregacionistas &ndash; nem liberais; eles n&atilde;o saberiam interpretar o significado dessas palavras.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;No passado, sim, fiz acusa&ccedil;&otilde;es generalizadas a todas as pessoas brancas. Nunca serei culpado disso novamente &ndash; uma vez que agora sei que algumas pessoas brancas s&atilde;o verdadeiramente sinceras, que algumas s&atilde;o verdadeiramente capazes de serem irm&atilde;s de um homem negro. O Isl&atilde; verdadeiro me mostrou que fazer uma acusa&ccedil;&atilde;o coletiva contra todas as pessoas brancas &eacute; t&atilde;o errado quanto os brancos fazerem acusa&ccedil;&otilde;es coletivas contra os negros.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Para os negros que constantemente olharam para ele como um l&iacute;der, El-Hajj Malik pregou uma nova mensagem, totalmente oposta &agrave; que ele tinha pregado como ministro na Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde;:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;O verdadeiro Isl&atilde; ensinou-me que s&atilde;o necess&aacute;rios todos os ingredientes, ou caracter&iacute;sticas, religiosos, pol&iacute;ticos, econ&ocirc;micos, psicol&oacute;gicos e raciais, para completar a Fam&iacute;lia e a Sociedade Humanas.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&nbsp;&ldquo;Eu disse &agrave;s minhas audi&ecirc;ncias nas ruas do Harlem que somente quando a humanidade se submeter a Um Deus que criou a todos - somente ent&atilde;o a humanidade se aproximar&aacute; da \"paz\" da qual muito se ouve falar... mas em cuja dire&ccedil;&atilde;o pouca a&ccedil;&atilde;o tem sido vista.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Muito Perigoso para Durar<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A nova mensagem universalista de El-Hajj Malik era o pior pesadelo da institui&ccedil;&atilde;o americana.&nbsp; Ela n&atilde;o apelava somente para as massas negras, mas para intelectuais de todas as ra&ccedil;as e cores.&nbsp; Agora ele era consistentemente demonizado pela imprensa como um &ldquo;defensor da viol&ecirc;ncia&rdquo; e um &ldquo;militante&rdquo;, embora na verdade ele e o Dr. Martin Luther King estivessem se aproximando em termos de ponto de vista:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;O objetivo sempre foi o mesmo, com abordagens t&atilde;o diferentes quanto a minha e a marcha n&atilde;o-violenta do Dr. Martin Luther King, que dramatiza a brutalidade e o mal do homem branco contra negros indefesos. E no clima racial desse pa&iacute;s hoje, &eacute; um mist&eacute;rio qual dos &ldquo;extremos&rdquo; na abordagem dos problemas do homem negro encontrar&aacute; a n&iacute;vel pessoal uma cat&aacute;strofe fatal primeiro &ndash; o &lsquo;n&atilde;o-violento&rsquo; Dr. King, ou o suposto &lsquo;violento&rsquo; eu.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">El-Hajj Malik sabia bem que era um alvo de muitos grupos.&nbsp; Apesar disso, nunca teve medo de dizer o que tinha que dizer quando tinha que diz&ecirc;-lo.&nbsp; Como um tipo de epit&aacute;fio no fim de sua autobiografia, ele diz:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;Sei que as sociedades com freq&uuml;&ecirc;ncia mataram as pessoas que ajudaram a mudar essas sociedades. Se eu puder morrer tendo trazido alguma luz, tendo exposto alguma verdade significativa que ajudar&aacute; a destruir o c&acirc;ncer racista que &eacute; maligno no corpo da Am&eacute;rica - ent&atilde;o, todo o cr&eacute;dito &eacute; devido a Deus. Somente os erros foram meus.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O Legado de Malcom X<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Embora El-Hajj Malik soubesse que era um alvo para assassinato, ele aceitou esse fato sem requisitar prote&ccedil;&atilde;o policial.&nbsp; Em 21 de fevereiro de 1965, enquanto se preparava para dar uma palestra em um hotel de Nova Iorque, foi baleado por tr&ecirc;s homens negros.&nbsp; Faltavam tr&ecirc;s meses para completar quarenta anos.&nbsp; Embora esteja claro que a Na&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde; teve algo a ver com o assassinato, muitas pessoas acreditam que houve mais de uma organiza&ccedil;&atilde;o envolvida.&nbsp; O FBI, conhecido por sua tend&ecirc;ncia antimovimento negro, foi sugerido como c&uacute;mplice.&nbsp; Podemos nunca saber ao certo quem estava por tr&aacute;s do assassinato de El-Hajj Malik ou do assassinato de outros l&iacute;deres nacionais no in&iacute;cio dos anos 60.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A vida de Malcom X afetou os americanos de muitas formas importantes. O interesse dos afro-americanos em suas ra&iacute;zes isl&acirc;micas floresceu desde a morte de El-Hajj Malik.&nbsp; Alex Haley, que escreveu a autobiografia de Malcom, escreveu depois o &eacute;pico&nbsp;<em>Ra&iacute;zes<\/em>, sobre a experi&ecirc;ncia de uma fam&iacute;lia mu&ccedil;ulmana com a escravid&atilde;o.&nbsp; Mais e mais afro-americanos est&atilde;o se tornando mu&ccedil;ulmanos, adotando nomes isl&acirc;micos ou explorando a cultura africana.&nbsp; O interesse em Malcom X aumentou repentinamente em tempos recentes devido ao filme de Spike Lee, &ldquo;X&rdquo;.&nbsp; El-Hajj Malik &eacute; uma fonte de orgulho para os afro-americanos, mu&ccedil;ulmanos, e americanos em geral.&nbsp; Sua mensagem &eacute; simples e clara:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&ldquo;N&atilde;o sou racista sob qualquer aspecto. N&atilde;o acredito em qualquer forma de racismo. N&atilde;o acredito em qualquer forma de discrimina&ccedil;&atilde;o ou segrega&ccedil;&atilde;o. Acredito no Isl&atilde;. Sou um mu&ccedil;ulmano.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>","excerpt":"","terms":null,"visibility_roles":"","comment_status":1,"comment_count":0,"read_counter":10173,"lft":4736,"rght":4737,"promote":1,"sticky":0,"status":1,"publish_start":null,"publish_end":null,"created_at":"2014-10-15T21:08:00.000000Z","updated_at":"2026-04-05T16:26:08.000000Z","language_id":15,"user_id":7,"author_id":3150,"publisher_id":0,"category_id":10,"parent_id":2473,"books":[],"fatawas":[],"videos":[],"audios":[],"author_name":"Yusuf Siddiqui","category_name":"Why I became a Muslim!","category_slug":"Why-I-became-a-Muslim!","get_date":"2014-10-15","pdf_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Malcolm X, USA.pdf","word_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Malcolm X, USA.docx"},"translations":[],"article_books":[],"article_fatawas":[],"article_videos":[],"article_audios":[],"url":"http:\/\/www.islamland.com\/div\/api\/articles\/malcolm-x-eua-nn"}