{"article":{"id":1839,"title":"Linda Delgado, ex-crist\u00e3, EUA","slug":"linda-delgado-ex-crist-eua","word":"\/uploads\/articles\/pt-Linda Delgado, Ex-Christian, USA.docx","pdf":"\/uploads\/articles\/pt-Linda Delgado, Ex-Christian, USA.pdf","mime_type":null,"type":"node","path":"\/nodes\/view\/type:article\/slug:linda-delgado-ex-crist-eua","hint":"","body":"<h1 style=\"text-align: center;\"><span>Linda Delgado, ex-crist&atilde;, EUA<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><img style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn1.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcR2sU8pCQY68e8rkSwy3mBOrmHlk8Hrvkub5COS1ES1lUsRJg9_kQ\" alt=\"\" \/><\/span><\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&nbsp;(parte 1 de 2)<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Cinco anos atr&aacute;s estava com cinquenta e dois anos e era crist&atilde;.&nbsp; N&atilde;o era membro de nenhuma igreja crist&atilde;, mas toda a minha vida tinha buscado pela verdade.&nbsp;&nbsp;Frequentei muitas igrejas e estudei com seus professores.&nbsp;&nbsp;Todas decepcionaram e n&atilde;o reconheci nenhuma como sendo a verdade sobre Allah.&nbsp; Desde os nove anos li a B&iacute;blia todos os dias de minha vida.&nbsp; N&atilde;o posso dizer quantas vezes procurei a verdade nela, ao longo dos anos.&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Durante os longos anos de minha busca pela verdade, estudei com muitos religiosos.&nbsp; Por um ano estudei duas vezes por semana com um padre cat&oacute;lico, mas n&atilde;o consegui aceitar a cren&ccedil;a cat&oacute;lica.&nbsp; Passei outro ano estudando com as Testemunhas de Jeov&aacute; e n&atilde;o aceitei suas cren&ccedil;as tamb&eacute;m.&nbsp;&nbsp;Passei quase dois anos com os m&oacute;rmons e n&atilde;o encontrei a verdade.&nbsp; Tinha um amigo judeu e tivemos muitas discuss&otilde;es sobre as cren&ccedil;as judaicas.&nbsp; Fui a muitas igrejas protestantes, em algumas por meses, tentando encontrar respostas para minhas perguntas.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Meu cora&ccedil;&atilde;o me dizia que Jesus n&atilde;o era Deus, mas um profeta.&nbsp; Meu cora&ccedil;&atilde;o me dizia que Ad&atilde;o e Eva eram respons&aacute;veis por seu pecado, n&atilde;o eu.&nbsp; Meu cora&ccedil;&atilde;o me dizia que devia orar a Deus e ningu&eacute;m mais.&nbsp;&nbsp;Minha raz&atilde;o me dizia que era respons&aacute;vel por meus bons e maus atos e que Deus nunca assumiria a forma de um homem para me dizer que eu n&atilde;o era respons&aacute;vel.&nbsp; Ele n&atilde;o precisava viver e morrer como um humano; afinal de contas, Ele &eacute; Deus.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Ent&atilde;o l&aacute; estava eu, cheia de perguntas e orando a Deus por ajuda.&nbsp; Tinha um temor real de morrer e n&atilde;o saber a verdade.&nbsp; Orei e orei.&nbsp;&nbsp;Recebi respostas de pregadores e padres do tipo: &ldquo;Isso &eacute; um mist&eacute;rio.&rdquo;&nbsp;Sentia que Deus queria que as pessoas fossem para o para&iacute;so e n&atilde;o transformaria em mist&eacute;rio como chegar l&aacute;, como viver a vida de acordo com isso e como compreend&ecirc;-Lo.&nbsp; Sabia em meu cora&ccedil;&atilde;o que tudo que ouvia n&atilde;o era verdade.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Moro no Arizona, EUA, e com a idade de cinquenta e dois anos nunca tinha conversado com um mu&ccedil;ulmano.&nbsp;&nbsp;Eu, como muitos ocidentais, tinha lido muito na m&iacute;dia sobre o Isl&atilde; ser uma religi&atilde;o fan&aacute;tica de terroristas e nunca tinha pesquisado livros ou informa&ccedil;&atilde;o sobre o Isl&atilde;.&nbsp; N&atilde;o sabia nada sobre a religi&atilde;o.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Minha Descoberta<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">H&aacute; cinco anos aposentei-me depois de vinte e quatro anos como policial.&nbsp; Meu marido tamb&eacute;m se aposentou como policial.&nbsp; No ano anterior &agrave; minha aposentadoria ainda era sargento da pol&iacute;cia\/supervisora.&nbsp;&nbsp;Policiais em todo o mundo tem um elo comum que chamamos de irmandade policial.&nbsp; Sempre nos ajudamos, independente do departamento policial ou pa&iacute;s.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Naquele ano recebi um folheto pedindo ajuda com um grupo de policiais sauditas que tinham vindo para os Estados Unidos aprender ingl&ecirc;s na universidade local e frequentar uma academia de pol&iacute;cia na cidade em que moro.&nbsp; Os policiais sauditas procuravam casas para morar com fam&iacute;lias anfitri&atilde;s para aprender sobre os costumes americanos e praticar o ingl&ecirc;s que aprendiam.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Meu filho cuidava de minha neto como pai solteiro.&nbsp; N&oacute;s o ajudamos a encontrar uma casa pr&oacute;xima da nossa para que pud&eacute;ssemos ajudar na educa&ccedil;&atilde;o dela.&nbsp;&nbsp;Conversei com meu marido e decidimos que seria bom ajudar esses policiais.&nbsp; Seria uma oportunidade para nossa neta aprender sobre pessoas de outro pa&iacute;s.&nbsp; Disseram que os jovens eram mu&ccedil;ulmanos e estava muito curiosa.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Na universidade estadual do Arizona o int&eacute;rprete saudita trouxe um jovem chamado Abdul para nos encontrar.&nbsp;&nbsp;Ele n&atilde;o falava ingl&ecirc;s.&nbsp; Mostramos a ele um quarto e banheiro, que poderia ser dele quando ficasse conosco.&nbsp;&nbsp;Gostei de Abdul imediatamente.&nbsp; Sua maneira respeitosa e gentil conquistou meu cora&ccedil;&atilde;o!<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Depois Fahd foi levado para nossa casa.&nbsp; Era mais jovem e mais t&iacute;mido, mas um rapaz maravilhoso.&nbsp; Tornei-me tutora deles e compartilhamos muitas discuss&otilde;es sobre trabalho policial, os EUA, Ar&aacute;bia Saudita, Isl&atilde;, etc. Observei como se ajudavam e tamb&eacute;m aos outros dezesseis policiais sauditas que vieram para os EUA aprender ingl&ecirc;s.&nbsp; Durante o ano que ficaram aqui, passei a admirar e respeitar Fahd e Abdul por n&atilde;o deixarem a cultura americana ter qualquer impacto sobre eles.&nbsp; Iam &agrave; mesquita nas sextas-feiras, faziam suas ora&ccedil;&otilde;es mesmo estando cansados e eram sempre cuidadosos com o que comiam, etc. Mostraram como cozinhar algumas comidas tradicionais sauditas e me levaram aos mercados e restaurantes &aacute;rabes.&nbsp;&nbsp;Eram muito gentis com minha neta.&nbsp; Eles a cobriram de presentes, brincadeiras e amizade.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Tratavam meu marido e eu com muito respeito.&nbsp; Todo dia ligavam para saber se eu precisava que fossem ao mercado antes de irem estudar com seus amigos sauditas.&nbsp;&nbsp;Mostrei a eles como usar o computador e pedir jornais &aacute;rabes online e comecei a pesquisar na internet para aprender mais sobre eles, seus costumes e religi&atilde;o.&nbsp; N&atilde;o queria fazer coisas que os ofendessem.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Um dia perguntei se tinham um Alcor&atilde;o extra.&nbsp; Queria ler o que tinha a dizer.&nbsp;Contataram sua embaixada em Washington DC e conseguiram para mim um Alcor&atilde;o em ingl&ecirc;s, tapes e outros panfletos.&nbsp; A pedido meu, come&ccedil;amos a discutir o Isl&atilde; (tinham que falar em ingl&ecirc;s e isso se tornou o foco de nossas sess&otilde;es de tutoria).&nbsp; Passei a amar esses rapazes e me contaram que eu era a primeira n&atilde;o-mu&ccedil;ulmana a quem tinham ensinado o Isl&atilde;! &nbsp;Depois de um ano eles completaram seus estudos e treinamento na academia de pol&iacute;cia.&nbsp; Fui capaz de ajuda-los com seus estudos na pol&iacute;cia, j&aacute; que tinha sido instrutora da pol&iacute;cia durante minha carreira policial.&nbsp;&nbsp;Convidei muitos de seus irm&atilde;os-policiais para a minha casa para ajudar com os projetos da universidade e praticar ingl&ecirc;s.&nbsp;&nbsp;Um irm&atilde;o trouxe a esposa para ficar aqui nos EUA e fui convidada para ir a casa deles.&nbsp; Foram muito graciosos e pude conversar com a esposa dele sobre vestimenta isl&acirc;mica, ablu&ccedil;&otilde;es para ora&ccedil;&atilde;o e coisas semelhantes.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Uma semana antes dos &ldquo;meus filhos posti&ccedil;os&rdquo; retornaram para casa na Ar&aacute;bia Saudita, planejei um jantar familiar com suas comidas tradicionais favoritas (comprei uma parte porque n&atilde;o sabia como cozinhar todas elas).&nbsp; Comprei um hijab e uma abaia (longa t&uacute;nica isl&acirc;mica).&nbsp; Queria que quando fossem para casa lembrassem-se de mim vestida apropriadamente como uma irm&atilde; mu&ccedil;ulmana.&nbsp; Antes de comermos disse minha shahada (declara&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de f&eacute;).&nbsp; Os meninos choraram e sorriram e foi muito especial.&nbsp; Acredito em meu cora&ccedil;&atilde;o que Allah enviou os meninos para mim em resposta aos meus anos de ora&ccedil;&otilde;es.&nbsp; Acredito que Ele me escolheu para ver a verdade atrav&eacute;s da luz do Isl&atilde;.&nbsp; Acredito que Allah enviou o Isl&atilde; para a minha casa.&nbsp; Eu O louvo por Sua miseric&oacute;rdia, amor e bondade comigo.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Minha Jornada no Isl&atilde;<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Meus meninos sauditas voltaram para sua terra natal uma semana ap&oacute;s minha revers&atilde;o.&nbsp; Senti muito a falta deles, mas continuava feliz.&nbsp; Filiei-me a uma mesquita local como membro quase imediatamente ap&oacute;s minha revers&atilde;o e me registrei como mu&ccedil;ulmana.&nbsp; Estava antecipando uma boa acolhida de minha nova comunidade mu&ccedil;ulmana.&nbsp; Pensava que todos os mu&ccedil;ulmanos eram como os meus meninos sauditas e os outros jovens policiais sauditas que tinha encontrado e passado tempo durante o ano anterior.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Minha fam&iacute;lia continuava em estado de choque! &nbsp;Achavam que ficaria nessa nova religi&atilde;o por um tempo, ficaria desgostosa e seguiria em frente para outra religi&atilde;o, como tinha feito durante toda minha vida adulta.&nbsp;&nbsp;Estavam surpresos com as mudan&ccedil;as que comecei a fazer em minha vida di&aacute;ria.&nbsp; Meu marido &eacute; um homem amig&aacute;vel e quando eu disse que passar&iacute;amos a comer alimentos halal e eliminar os alimentos haram (proibidos) ele disse &ldquo;ok&rdquo;.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Minha pr&oacute;xima mudan&ccedil;a foi remover fotos de pessoas e animais dos quartos na casa.&nbsp; Um dia meu marido chegou em casa do trabalho e me viu colocando as fotos de fam&iacute;lia que antes estavam nas paredes de nossa casa em &aacute;lbuns de foto grandes e belamente encadernados.&nbsp; Observou e n&atilde;o comentou.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Em seguida escrevi uma carta para minha fam&iacute;lia n&atilde;o-mu&ccedil;ulmana contando a eles sobre minha revers&atilde;o e como isso mudaria e n&atilde;o mudaria nossas rela&ccedil;&otilde;es familiares.&nbsp; Expliquei um pouco dos b&aacute;sicos do Isl&atilde;.&nbsp; Minha fam&iacute;lia continuava sem se pronunciar e eu continuei a trabalhar no aprendizado da ora&ccedil;&atilde;o e leitura do meu Alcor&atilde;o. &nbsp;&nbsp;Fiquei ativa em grupos de irm&atilde;s na internet e isso facilitou meu aprendizado sobre minhas novas cren&ccedil;as.<\/span><\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(parte 2 de 2)<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Tamb&eacute;m frequentei uma aula de &ldquo;Fundamentos do Isl&atilde;&rdquo; na mesquita quando pude sair do meu trabalho.&nbsp;&nbsp;Continuava sendo um sargento da pol&iacute;cia e era dif&iacute;cil - n&atilde;o, imposs&iacute;vel, me cobrir.&nbsp; Isso se tornou uma fonte de descontentamento e preocupa&ccedil;&atilde;o reais para mim.&nbsp; Em oito meses poderia me aposentar e, assim, pedi e consegui o direito de trabalhar de maneira remota de minha casa tr&ecirc;s dias por semana, fazendo planejamento e projetos de pesquisa.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Depois que os primeiros seis meses tinham passado, as irm&atilde;s na mesquita que frequentava ainda n&atilde;o tinham me recebido bem.&nbsp; Estava desapontada.&nbsp;&nbsp;Comecei a me sentir como uma intrusa.&nbsp; Estava intrigada e preocupada.&nbsp; Tentei tornar-me ativa nos servi&ccedil;os comunit&aacute;rios com umas poucas irm&atilde;s que tinham sido amig&aacute;veis comigo.&nbsp; Procurei pela gentileza, amizade e excelentes maneiras que eram praticadas diariamente por meus meninos sauditas.&nbsp;&nbsp;Cometi muitos erros na mesquita, como falar no sal&atilde;o de ora&ccedil;&atilde;o enquanto tentava levantar e abaixar do ch&atilde;o.&nbsp; Fui a uma celebra&ccedil;&atilde;o da comunidade e comi com minha m&atilde;o esquerda; usei esmalte em minhas unhas e fui repreendida.&nbsp; Fiz wudu (ablu&ccedil;&otilde;es) incorretamente e me torceram o nariz.&nbsp; Fiquei muito desencorajada.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Ent&atilde;o um dia recebi um pacote no correio de uma irm&atilde;-amiga que tinha encontrado na internet.&nbsp;&nbsp;No pacote havia v&aacute;rias abaias, hijabs, meias de seda e uma nota calorosa e amig&aacute;vel me dando as boas vindas como sua irm&atilde; no Isl&atilde;.&nbsp;&nbsp;Ela mora no Kuwait.&nbsp; Em seguida uma irm&atilde; querida me enviou uma roupa para ora&ccedil;&atilde;o e um tapete de ora&ccedil;&atilde;o que fez a m&atilde;o.&nbsp; Essa irm&atilde; mora na Ar&aacute;bia Saudita.&nbsp; Recebi um e-mail que tinha uma afirma&ccedil;&atilde;o que sempre lembro nas vezes que tenho aquela sensa&ccedil;&atilde;o de ser uma &ldquo;estrangeira&rdquo;.&nbsp; A nota dizia:&nbsp;&ldquo;Estou feliz por ter me tornado mu&ccedil;ulmana antes de encontrar muitos mu&ccedil;ulmanos.&rdquo;&nbsp;N&atilde;o &eacute; um insulto.&nbsp; &Eacute; um lembrete de que o Isl&atilde; &eacute; perfeito e n&oacute;s mu&ccedil;ulmanos somos imperfeitos.&nbsp; Assim como tenho falhas, minhas irm&atilde;s e irm&atilde;os tamb&eacute;m podem ter.&nbsp;&nbsp;Tamb&eacute;m comecei a entender o que pessoalmente acredito ser uma das grandes d&aacute;divas que Allah deu aos mu&ccedil;ulmanos: a irmandade no Isl&atilde;.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Durante os &uacute;ltimos quatro anos minha vida mudou muito.&nbsp; Minha fam&iacute;lia passou a aceitar com generosidade e toler&acirc;ncia que sou mu&ccedil;ulmana e continuarei mu&ccedil;ulmana.&nbsp;&nbsp;Todos os agradecimentos s&atilde;o para Allah, por me poupar das tribula&ccedil;&otilde;es com as quais muitos revertidos t&ecirc;m que lidar com a fam&iacute;lia tentando dissuadi-los do Isl&atilde;.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Gradualmente fiz algumas amizades com irm&atilde;s localmente e pelo ciberespa&ccedil;o d&uacute;zias de amigas irm&atilde;s se tornaram minha fam&iacute;lia mu&ccedil;ulmana, me dando apoio, amor e amizade.&nbsp; Foi perto do meu primeiro ano como mu&ccedil;ulmana que fiquei doente com uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as apresentando risco de vida.&nbsp; Apeguei-me &agrave; corda do Isl&atilde; e sou grata pelo ch&aacute; de semente preta e pela &aacute;gua de Zam-Zam que minhas amigas-irm&atilde;s enviaram para mim de todo o mundo, junto com suas s&uacute;plicas di&aacute;rias.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&Agrave; medida que minha sa&uacute;de continuou a fraquejar e fiquei mais fraca fisicamente, tive que descontinuar o trabalho comunit&aacute;rio e fiquei mais isolada da comunidade mu&ccedil;ulmana local.&nbsp;&nbsp;Continuei a trabalhar duro em minha ora&ccedil;&atilde;o, tendo grande dificuldade com a pron&uacute;ncia do &aacute;rabe, mas sem desistir.&nbsp; Minha professora isl&acirc;mica fez algumas grava&ccedil;&otilde;es e uma irm&atilde; as trouxe para minha casa para me ajudar.&nbsp; Depois de dois anos tinha aprendido a recitar quatro suratas (cap&iacute;tulos) do Alcor&atilde;o.&nbsp; Pode parecer um n&uacute;mero pequeno para a maioria dos mu&ccedil;ulmanos, mas para mim foi uma grande realiza&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Passei a me dedicar ao aprendizado das palavras para outras partes da ora&ccedil;&atilde;o: outros dois anos de esfor&ccedil;o.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Durante a parte inicial do meu terceiro ano como mu&ccedil;ulmana sofri um ataque card&iacute;aco e fiz uma cirurgia card&iacute;aca.&nbsp; Foi um per&iacute;odo triste para mim, porque sabia que nunca mais poderia tocar minha cabe&ccedil;a no ch&atilde;o ao orar e teria que sentar em minha cadeira e orar dali para frente.&nbsp; Foi nessa &eacute;poca que verdadeiramente compreendi a provis&atilde;o de Allah de que o Isl&atilde; &eacute; a religi&atilde;o da facilidade.&nbsp; Orar sentada na cadeira &eacute; aceit&aacute;vel; n&atilde;o jejuar quando se est&aacute; doente &eacute; aceit&aacute;vel.&nbsp; N&atilde;o tinha que me sentir menos mu&ccedil;ulmana por causa dessas circunst&acirc;ncias.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Depois de visitar v&aacute;rias mesquitas e observar que &eacute;ramos como uma mini Na&ccedil;&otilde;es Unidas, comecei a ver que os pequenos grupos dentro da mesquita eram na maioria formados com base na l&iacute;ngua e cultura e n&atilde;o por gostar ou desgostar de qualquer pessoa.&nbsp; Senti-me bem que, independente dessas diferen&ccedil;as, podia sempre contar com um sorriso e um &ldquo;Assalamu alaikum!&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Depois de um tempo comecei a gravitar ao redor de irm&atilde;s que s&atilde;o revertidas ao Isl&atilde; como eu.&nbsp; Temos muito em comum - experimentamos muitas das mesmas tribula&ccedil;&otilde;es, como membros da fam&iacute;lia que n&atilde;o s&atilde;o mu&ccedil;ulmanos, dificuldade em pronunciar o &aacute;rabe, ficar sozinhas nos feriados mu&ccedil;ulmanos e n&atilde;o ter um membro da fam&iacute;lia para quebrar o jejum durante o Ramad&atilde;.&nbsp; &Agrave;s vezes nossas revers&otilde;es significam perder amigos de toda uma vida que simplesmente n&atilde;o conseguem aceitar nossos novos h&aacute;bitos ou por causa de nossa descontinua&ccedil;&atilde;o de atividades comuns aos n&atilde;o-mu&ccedil;ulmanos, como dan&ccedil;a e a mistura em grupos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Quando fiquei menos capaz de fazer servi&ccedil;os comunit&aacute;rios, procurei alguma forma de contribuir para a comunidade mu&ccedil;ulmana como um todo.&nbsp; Pedi continuamente a Allah por Sua ajuda nesse ponto.&nbsp; Um dia, minha jovem neta sugeriu que escrevesse livros sobre meus meninos sauditas, Isl&atilde; e minha experi&ecirc;ncia familiar com o Isl&atilde;.&nbsp; Decidi escrever os livros e tamb&eacute;m inclui hist&oacute;rias sobre um grupo de jovens meninas, mu&ccedil;ulmanas e n&atilde;o-mu&ccedil;ulmanas, que eram amigas.&nbsp; As hist&oacute;rias incluiriam os problemas que as jovens encontravam na escola e em casa e usaria meu conhecimento do Isl&atilde; como guia para esses personagens do livro.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Comecei a escrever uma s&eacute;rie de livros que chamei de Islamic Rose Books.&nbsp; Criei um grupo para irm&atilde;s autoras na internet e escritoras aspirantes e isso evoluiu para a cria&ccedil;&atilde;o da Islamic Writers Alliance (Alian&ccedil;a de Escritoras Isl&acirc;micas).&nbsp;&nbsp;A Alian&ccedil;a &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o internacional criada para prover apoio para autoras mu&ccedil;ulmanas e escritoras aspirantes.&nbsp; Nosso objetivo principal &eacute; nos ajudarmos a promover nossos trabalhos como leitoras e editoras.&nbsp; Tamb&eacute;m decidi ajudar dois bancos isl&acirc;micos de alimentos, criando bancos de dados que ajudam a rastrear seu invent&aacute;rio, clientes e contatos para gerar relat&oacute;rios necess&aacute;rios com o prop&oacute;sito de financiamento.&nbsp; Decidi que passaria uma grande parte de meus lucros das vendas do livro para comprar livros para bibliotecas isl&acirc;micas para crian&ccedil;as.&nbsp; Descobri que muitas bibliotecas t&ecirc;m muitas prateleiras vazias no setor de livros isl&acirc;micos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Ainda tenho muito a aprender sobre o Isl&atilde;.&nbsp; Nunca me canso de ler o Alcor&atilde;o e um dos meus passatempos favoritos &eacute; ler sobre figuras isl&acirc;micas hist&oacute;ricas e proeminentes.&nbsp; Quando estou insegura sobre algo no Isl&atilde;, olho para a Sunnah do profeta (que a paz esteja com ele).&nbsp; Vejo como reagiu a situa&ccedil;&otilde;es e uso isso como minha orienta&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Minha jornada no Isl&atilde; continuar&aacute; e estou ansiosa por muitas experi&ecirc;ncias novas.&nbsp; Agrade&ccedil;o a Allah por Sua Miseric&oacute;rdia e Amor.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>","excerpt":"","terms":null,"visibility_roles":"","comment_status":1,"comment_count":0,"read_counter":7766,"lft":3452,"rght":3453,"promote":1,"sticky":0,"status":1,"publish_start":null,"publish_end":null,"created_at":"2014-09-04T01:24:00.000000Z","updated_at":"2026-04-09T18:25:15.000000Z","language_id":15,"user_id":7,"author_id":2455,"publisher_id":0,"category_id":10,"parent_id":1835,"books":[],"fatawas":[],"videos":[],"audios":[],"author_name":"Linda Delgado","category_name":"Why I became a Muslim!","category_slug":"Why-I-became-a-Muslim!","get_date":"2014-09-04","pdf_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Linda Delgado, Ex-Christian, USA.pdf","word_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Linda Delgado, Ex-Christian, USA.docx"},"translations":[],"article_books":[],"article_fatawas":[],"article_videos":[],"article_audios":[],"url":"http:\/\/www.islamland.com\/index.php\/bas\/api\/articles\/linda-delgado-ex-crist-eua"}