{"article":{"id":4538,"title":"O isslam e a escravatura","slug":"o-isslam-e-a-escravatura","word":"\/uploads\/articles\/pt_O_ISSLAM_E_A_ESCRAVATURA.docx","pdf":"\/uploads\/articles\/pt_O_ISSLAM_E_A_ESCRAVATURA.pdf","mime_type":null,"type":"node","path":"\/node\/type:node\/slug:o-isslam-e-a-escravatura","hint":"<p dir=\"rtl\"><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-size: 20px;\">\u0627\u0633\u0645 \u0627\u0644\u0645\u0642\u0627\u0644: \u0627\u0644\u0625\u0633\u0644\u0627\u0645 \u0648\u0627\u0644\u0639\u0628\u0648\u062f\u064a\u0629<\/span><\/span><\/p>\r\n\r\n<hr \/>\r\n<p dir=\"rtl\"><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-size: 20px;\">\u0627\u0644\u0644\u063a\u0629: \u0628\u0631\u062a\u063a\u0627\u0644\u064a<\/span><\/span><\/p>\r\n\r\n<hr \/>\r\n<div dir=\"rtl\">\r\n<p><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-size: 20px;\"><span class=\"divx1\">\u0627\u0644\u0643\u0627\u062a\u0628: <\/span>\u0623\u0645\u064a\u0646 \u0627\u0644\u062f\u064a\u0646 \u0645\u062d\u0645\u062f \u0625\u0628\u0631\u0627\u0647\u064a\u0645<\/span><\/span><\/p>\r\n\r\n<hr \/>\r\n<p><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-size: 20px;\"><span class=\"divx1\">\u0646\u0628\u0630\u0629 \u0645\u062e\u062a\u0635\u0631\u0629: <\/span>\u0645\u0642\u0627\u0644\u0629 \u0628\u0627\u0644\u0644\u063a\u0629 \u0627\u0644\u0628\u0631\u062a\u063a\u0627\u0644\u064a\u0629 \u062a\u062a\u062d\u062f\u062b \u0639\u0646 \u0627\u0644\u0639\u0628\u0648\u062f\u064a\u0629\u060c \u0648\u0639\u0646 \u0645\u0639\u0646\u0627\u0647\u0627 \u0648\u0639\u0646 \u062a\u0627\u0631\u064a\u062e\u0647\u0627 \u0648\u0648\u062c\u0648\u062f\u0647\u0627 \u0642\u0628\u0644 \u0627\u0644\u0625\u0633\u0644\u0627\u0645 \u0639\u0646\u062f \u0627\u0644\u0631\u0648\u0645 \u0648 \u063a\u064a\u0631\u0647\u0645 \u0645\u0646 \u0627\u0644\u0623\u0645\u0645.\u0648 \u0643\u064a\u0641 \u062a\u0639\u0627\u0645\u0644 \u0627\u0644\u0625\u0633\u0644\u0627\u0645 \u0645\u0639 \u0627\u0644\u0639\u0628\u064a\u062f \u060c\u0648\u0643\u064a\u0641 \u0642\u0636\u0649 \u0627\u0644\u0625\u0633\u0644\u0627\u0645 \u0639\u0644\u064a \u0627\u0644\u0639\u0628\u0648\u062f\u064a\u0629.<\/span><\/span><\/p>\r\n<\/div>\r\n","body":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size:20px;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong>O ISSLAM E A ESCRAVATURA<\/strong><\/span><\/span><br \/>\r\n<span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-size: 16px;\">Sheikh Aminuddin Muhammad<\/span><\/span><\/p>\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color:#000000;\"><span style=\"font-size: 16px;\">A quest&atilde;o da escravatura &eacute; mais um dos assuntos que est&aacute; a ser explorado pelos opositores a \ufb01 m de denegrir a imagem do Isslam. Por essa raz&atilde;o, vamos aqui deixar algumas linhas que ir&atilde;o esclarecer este tema.<br \/>\r\nQuando o Isslam se estabeleceu &agrave; cerca de catorze s&eacute;culos, a escravatura j&aacute; existia no Mundo e fazia parte do sistema social e econ&oacute;mico de ent&atilde;o. Portanto, n&atilde;o foi o Isslam que introduziu a escravatura. Para mudar o cen&aacute;rio existente, era necess&aacute;rio implementar uma pol&iacute;tica gradual e longa, assim como aconteceu na quest&atilde;o das bebidas alco&oacute;licas, onde a proibi&ccedil;&atilde;o ocorreu gradualmente e levou anos, apesar do consumo de &aacute;lcool ser um mal individual e fazer parte da ignor&acirc;ncia dos &aacute;rabes na altura. Mas por iniciativa pr&oacute;pria, eles deixaram de consum&iacute;- la depois de perceberem as consequ&ecirc;ncias que dela advinham e de julgarem um mal contra a honra humana. S&oacute; que na quest&atilde;o da escravatura, as pessoas n&atilde;o achavam que isso era um mal, pois haviam muitos interesses sociais, econ&oacute;micos, etc., ligados a ela. Por essa raz&atilde;o, n&atilde;o seria poss&iacute;vel abol&iacute;-la de imediato, o que poderia criar uma lacuna e um vazio que culminaria com v&aacute;rios outros males.<br \/>\r\nA ESCRAVATURA NA ERA ROMANA<br \/>\r\nNa era romana, os escravos eram tratados de forma desumana, como mercadoria para com&eacute;rcio e sobrecarregados com trabalhos penosos; eles n&atilde;o possuiam quaisquer direito.<br \/>\r\nDe onde surgiam os escravos? A maior fonte deles eram as guerras travadas sem princ&iacute;pios, mas com o objectivo &uacute;nico<br \/>\r\nde escravizar as pessoas e utiliz&aacute;-las para o conforto do senhorio. Nessas guerras, todos os que eram presos, eram levados como escravos e tratados de forma pior que um animal, recebendo o m&iacute;nimo de comida para se manterem vivos e conseguirem trabalhar para os seus senhores.<br \/>\r\nDurante o dia, os seus p&eacute;s eram acorrentados para que n&atilde;o fug&iacute;ssem e, por uma pequena falha que cometessem durante o trabalho for&ccedil;ado, eram punidos severamente, pois os seus senhores regozijavam-se quando os castigavam. Depois do trabalho, eram trancados &agrave; noite, acorrentados em grupos de dez, vinte ou at&eacute; cinquenta, em quartos pequenos, sem m&iacute;nimas condi&ccedil;&otilde;es humanas, pois nem os animais pernoitam acorrentados. Foi este instinto proveniente da cultura romana que alguns pa&iacute;ses modernos herdaram e n&atilde;o s&oacute;, pois no antigo Ir&atilde;o, &Iacute;ndia e noutros pa&iacute;ses, a situa&ccedil;&atilde;o dos escravos tamb&eacute;m era p&eacute;ssima; a vida deles n&atilde;o tinha valor algum, pois s&oacute; tinham deveres mas n&atilde;o tinham qualquer direito e, se fossem mortos, n&atilde;o era considerado um crime. Enquanto tudo isso acontecia, nenhuma religi&atilde;o levantou alguma objec&ccedil;&atilde;o a esse respeito.<br \/>\r\nTal era a situa&ccedil;&atilde;o dos escravos at&eacute; ao surgimento do Isslam, quando lhes foi devolvido o humanismo e, dirigindo-se a ambos &ndash; senhores e escravos, ALLAH disse: &ldquo;Voc&ecirc;s precedem um do outro (isto &eacute;, sois todos iguais).&rdquo; E anunciou: &ldquo;Quem matar um escravo tamb&eacute;m ser&aacute; morto; quem cortar o nariz dele, o seu nariz tamb&eacute;m ser&aacute; cortado; quem esteriliz&aacute;-lo, tamb&eacute;m ser&aacute; esterilizado.&rdquo; E disse: &ldquo;Todos v&oacute;s sois \ufb01 lhos de Ad&atilde;o, e este foi criado a partir da terra; ningu&eacute;m &eacute; superior a outro na base da cor, etnia, excepto na base da piedade.&rdquo; ALLAH ordena-nos o bom tratamento aos escravos: &ldquo;Adorai ALLAH e nada Lhe associeis; tratai com bondade os pais e as m&atilde;es, os parentes, os &oacute;rf&atilde;os, os necessitados, os vizinhos consangu&iacute;neos e os vizinhos estranhos, os companheiros de viagem, os viajantes e os escravos que possu&iacute;s. Por certo, ALLAH n&atilde;o ama o Homem orgulhoso e arrogante.&rdquo; [Al-Qur&rsquo;&aacute;n 4:36]<br \/>\r\nO Isslam veio estabelecer um princ&iacute;pio muito importante na rela&ccedil;&atilde;o entre o senhor e o escravo, o qual consiste na irmandade e aproxima&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o em mandante e mandado. Foi por isso que se autorizou o senhor a casar- se com sua escrava crente: &ldquo;E aquele de entre v&oacute;s que n&atilde;o tem posses (n&atilde;o &eacute; su\ufb01 cientemente est&aacute;vel) para casar com mulheres crentes, livres, ent&atilde;o que case com as servas crentes que legalmente possu&iacute;s. ALLAH conhece a vossa f&eacute; melhor do que ningu&eacute;m; v&oacute;s precedeis uns dos outros, portanto casai-as (as escravas) com a permiss&atilde;o das suas fam&iacute;lias e pagai-lhes os dotes convenientemente.&rdquo; [Al-Qur&rsquo;&aacute;n 4:25]<br \/>\r\nCONCEITO ISSL&Aacute;MICO DE ESCRAVO<br \/>\r\nSegundo os ensinamentos issl&aacute;micos, os escravos s&atilde;o como irm&atilde;os dos seus senhores e que, por essa raz&atilde;o, estes devem dar-lhes de comer e de vestir assim como eles pr&oacute;prios o fazem. Os senhores n&atilde;o devem obrigar-lhes a fazerem trabalhos que n&atilde;o consigam executar e, quando forem incumbidos de tais tarefas &aacute;rduas, devem ser apoiados. O Isslam tamb&eacute;m tomou em considera&ccedil;&atilde;o respeitando os sentimentos dos escravos; o profeta Muhammad (saw) disse: &ldquo;Nenhum de v&oacute;s deve dizer acerca do seu escravo &lsquo;este &eacute; meu escravo(a)&rsquo;, mas deve dizer &lsquo;este &eacute; meu ajudante&rsquo;&rdquo;.<br \/>\r\nSe hoje eles s&atilde;o escravos, &eacute; devido a factores externos e n&atilde;o por haver diferen&ccedil;as na ess&ecirc;ncia de cada um, pois qualquer um de n&oacute;s poderia ser um deles.<br \/>\r\nO Isslam veio mudar a situa&ccedil;&atilde;o e o conceito de escravo, o que &eacute; um facto hist&oacute;rico e que muitos n&atilde;o-mu&ccedil;ulmanos tamb&eacute;m o reconhecem: a vida do escravo j&aacute; era considerada sagrada como a de qualquer ser humano e a pr&oacute;pria lei j&aacute; assumia a protec&ccedil;&atilde;o da mesma; qualquer ofensa verbal ou f&iacute;sica contra o escravo tornou- se proibida e o castigo para essa transgress&atilde;o passou a ser o mesmo para todos, seja escravo ou n&atilde;o; tornou-se proibido at&eacute; dar uma bofetada na cara do escravo. O Isslam reconheceu direitos iguais para todos, quer seja escravo ou livre, direitos esses que nenhuma outra institui&ccedil;&atilde;o apresentou, quer antes assim como depois do Isslam.<br \/>\r\nAL-ITQ E MUKATIB&Aacute;T<br \/>\r\nO Isslam n&atilde;o parou por aqui, pois estabeleceu a igualdade humana por completo. Por essa raz&atilde;o, esta religi&atilde;o tomou o primeiro passo rumo &agrave; verdadeira liberdade, estabelecendo duas vias para tal: 1. Al-Itq &ndash; que signi\ufb01 ca, os senhores libertarem- no voluntariamente e 2. Mukatib&aacute;t &ndash; ou seja, fazer um acordo escrito entre o senhor e o escravo para a liberdade deste &uacute;ltimo.<br \/>\r\nA primeira via consiste no acto volunt&aacute;rio de o senhor, por sua livre vontade, pronti\ufb01 car-se a libertar o seu escravo, sistema este que foi bastante promovido, pois o pr&oacute;prio Profeta \uf072 libertou todos os seus escravos e os seus disc&iacute;pulos, seguindo os passos do grande mestre, tamb&eacute;m \ufb01 zeram o mesmo. No Baitul-M&aacute;l (Tesouraria P&uacute;blica) havia um fundo criado somente com o objectivo de comprar escravos para libert&aacute;-los priormente. Esta distin&ccedil;&atilde;o mostra qu&atilde;o grande era o interesse do Isslam na liberta&ccedil;&atilde;o dos escravos; procurar exemplo semelhante noutros sistemas seria uma tentativa falhada. O Profeta \uf072 estabeleceu uma regra segundo a qual se algum escravo ensinasse dez mu&ccedil;ulmanos a escrever ou contribu&iacute;sse com algo saliente para a sociedade mu&ccedil;ulmana, ent&atilde;o era liberto. O Al-Qur&rsquo;&aacute;n declarou a expia&ccedil;&atilde;o de alguns pecados com a liberta&ccedil;&atilde;o de escravos, sendo assim que muitos deles conseguiram a sua liberta&ccedil;&atilde;o, pois aparentemente ningu&eacute;m est&aacute; livre de pecados; exemplos como homic&iacute;dio, juramento n&atilde;o cumprido, entre outros, s&atilde;o alguns deles. De salientar que todos esses escravos eram libertos n&atilde;o devido a benef&iacute;cios materiais, pois os senhores nada ganhavam com isso; o objectivo era somente o de agradar e satisfazer a ALLAH. Deste modo, o ser humano teria um &Uacute;nico Senhor e n&atilde;o haveria outro para al&eacute;m d&rsquo;Ele: &ldquo;As esmolas s&atilde;o apenas para os pobres, para os necessitados, para os encarregados pela sua recolha (colecta), para atrair os cora&ccedil;&otilde;es desses que est&atilde;o inclinados (para o Isslam), para libertar (resgatar) os escravos...&rdquo; [Al-Qur&rsquo;&aacute;n 9:60]<br \/>\r\nA segunda via para a liberta&ccedil;&atilde;o do escravo consiste em ele pr&oacute;prio exigir a sua liberta&ccedil;&atilde;o. Aqui, &eacute; feito um acordo entre o senhor e o escravo, tal como pagar uma certa quantia; uma vez cumprido o acordo, o &uacute;ltimo \ufb01 ca livre e o pr&oacute;prio governo issl&aacute;mico assume a responsabilidade de garantir a sua liberdade depois da quantia estipulada ter sido paga. Neste sistema, se o escravo prop&otilde;e a sua liberta&ccedil;&atilde;o, o senhor tem o direito de recusar essa proposta, mas n&atilde;o poder&aacute; retali&aacute;-lo por isso, pois o pr&oacute;prio governo issl&aacute;mico defende a causa do escravo. Com esta via, abriram-se as portas para a liber-<br \/>\r\nta&ccedil;&atilde;o de todos os escravos que pretendiam ser livres e que n&atilde;o podiam \ufb01 car &agrave; espera da generosidade e boa vontade dos seus senhores.<br \/>\r\nDUAS INSTITUI&Ccedil;&Otilde;ES REVOLUCION&Aacute;RIAS<br \/>\r\nEsses dois sistemas sociais do Isslam &ndash; Al-Itq e Mukatib&aacute;t &ndash; indicam a grande revolu&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica na hist&oacute;ria da escravatura. O resto do mundo levou pelo menos sete s&eacute;culos para atingir este grau de desenvolvimento. Dando garantias ao escravo por parte do governo, o Isslam criou um novo conceito de progresso, que era desconhecido tanto no passado como no presente. A forma como o Isslam ensinou &agrave;s pessoas acerca do tratamento generoso e bondade com os escravos, da maneira como incentivou os mu&ccedil;ulmanos a libert&aacute;-los por sua livre vontade e sem qualquer press&atilde;o pol&iacute;tica, social ou externa, n&atilde;o encontra compara&ccedil;&atilde;o em sociedade alguma. Na Europa, os escravos foram libertos muito depois da vinda do Isslam; ali&aacute;s, os governos europeus praticaram o com&eacute;rcio da escravatura num passado muito recente, desde a &Aacute;frica at&eacute; &agrave;s Am&eacute;ricas, o que &eacute; um facto ineg&aacute;vel, pois os vest&iacute;gios dessa escravatura ainda continuam presentes em alguns pa&iacute;ses.<br \/>\r\nO INSTINTO HUMANO E O ISSLAM<br \/>\r\nO objectivo do Isslam n&atilde;o foi o de mudar o instinto humano mas sim de corrig&iacute;-lo, atingindo assim o alto grau de humanismo sem qualquer press&atilde;o externa, apesar das limita&ccedil;&otilde;es e restri&ccedil;&otilde;es que haviam. O Isslam teve um not&aacute;vel e milagroso &ecirc;xito quer no aspecto individual assim como no colectivo, para a correc&ccedil;&atilde;o da sociedade humana, o que nunca se viu algo semelhante na hist&oacute;ria da Humanidade. Contudo, mudar a natureza humana e lev&aacute;-la a atingir um ponto que seja imposs&iacute;vel para a esp&eacute;cie humana, nunca foi a meta do Isslam, pois se esse fosse o objectivo, ALLAH teria enviado anjos e n&atilde;o humanos para viverem na terra; segundo o Al-Qur&rsquo;&aacute;n, os anjos nunca desobedecem a ALLAH. ALLAH n&atilde;o quis transformar os Homens em anjos, mas sim torn&aacute;-los em bons humanos, pois foi Ele Quem criou o Homem e conhece bem o seu instinto e capacidade.<br \/>\r\nPara se provar a grandeza e o m&eacute;rito do Isslam, &eacute; su\ufb01 ciente mostrar que em toda a hist&oacute;ria, esta religi&atilde;o foi pioneira em apontar o dedo contra a escravatura e iniciar uma campanha de liberta&ccedil;&atilde;o efectiva, cujo exemplo n&atilde;o se encontra nem mesmo sete s&eacute;culos depois; foi somente depois deste per&iacute;odo que o mundo reconheceu e come&ccedil;ou a aplicar esse movimento de liberta&ccedil;&atilde;o. A realidade &eacute; que muito antes da campanha moderna de liberta&ccedil;&atilde;o, o Isslam j&aacute; tinha terminado com a escravatura em toda a Pen&iacute;nsula Ar&aacute;bica. Se o Mundo todo estivesse sob o controlo do Isslam, a escravatura teria acabado h&aacute; muito mais tempo, mas as zonas que n&atilde;o estavam sob a in\ufb02 u&ecirc;ncia issl&aacute;mica, n&atilde;o aderiram a esse movimento e, como uma das fontes para a aquisi&ccedil;&atilde;o de escravos eram as guerras, estas n&atilde;o acabavam.<br \/>\r\nESCRAVATURA MENTAL<br \/>\r\nAcabar com a escravatura f&iacute;sica n&atilde;o acaba necessariamente com a escravatura mental. Se olharmos para os pa&iacute;ses que foram colonizados, veremos como eles \ufb01 caram afectados com a escravatura mental, tornando suas vidas sem qualquer direc&ccedil;&atilde;o ou orienta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a escravatura mental que notamos nas suas falas e maneira de ser. Eles n&atilde;o conseguem decidir ou tomar decis&otilde;es de livre vontade e nem conseguem enfrentar as suas conse- qu&ecirc;ncias corajosamente.<br \/>\r\nEsses pa&iacute;ses s&atilde;o dependentes e ainda hoje esperam receber instru&ccedil;&otilde;es do Ocidente, o que gradualmente, est&aacute; a retirar a sua independ&ecirc;ncia, pois muitos at&eacute; desejam voltar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior. Para acabar com isso, deve-se come&ccedil;ar uma revolu&ccedil;&atilde;o dentro de cada pessoa.<br \/>\r\nA MUDAN&Ccedil;A GRADUAL NO ISSLAM<br \/>\r\nO Isslam come&ccedil;ou a preparar terreno para a liberta&ccedil;&atilde;o dos escravos duma forma gradual. Primeiro, ordenou que eles fossem tratados de uma forma condigna e generosamente, para assim restaurar a honra e o respeito humanos. Existem v&aacute;rios exemplos que ilustram escravos como sendo irm&atilde;os dos seus chefes &aacute;rabes, casamento entre escravos e membros de fam&iacute;lias nobres, como foi o caso de Zaid \uf074 que se casou com Zainab (RTA), prima do Profeta (saw).<br \/>\r\nAltos cargos (o\ufb01 ciais) foram concedidos a escravos, como foram os casos de Zaid (saw) e de Uss&aacute;ma(saw) na che\ufb01 a militar de expedi&ccedil;&otilde;es, dando-lhes a honra de dirigirem homens livres como Abu Baqr(saw), Umar(saw) e outros. O Profeta(saw) disse: &ldquo;Escutai e obedecei, mesmo se um escravo negro for vosso comandante, enquanto este estiver a aplicar as ordens de ALLAH&rdquo;. Isto signi\ufb01 ca que o Isslam admite a possibilidade de um escravo ocupar um cargo elevado, como o de chefe de estado. Na altura do Khalifa Umar (saw) nomear seu sucessor, ele disse: &ldquo;Se o escravo de Abu Huzaifa &ndash; Salim &ndash; estivesse vivo, eu teria-o nomeado Khalifa&rdquo;. Portanto, numa primeira fase, o Isslam investiu na liberta&ccedil;&atilde;o e eleva&ccedil;&atilde;o mental e espiritual dos escravos, o que criou neles a &acirc;nsia do seu grau de humanismo e a vontade de recuperar a sua liberdade. Por outro lado, instruiu os mu&ccedil;ulmanos a libertarem voluntariamente os escravos, a \ufb01 m de garantir que estes recuperassem o seu direito e liberdade, que at&eacute; ent&atilde;o s&oacute; os seus senhores &eacute; que possu&iacute;am. O objectivo disto era criar neles a vontade de se libertarem e assumirem as suas responsabilidades. Portanto, quando todos estavam preparados para tal, o Isslam deu um passo adiante e libertou-os dessa pr&aacute;tica.<br \/>\r\nA SUPERIORIDADE ISSL&Aacute;MICA SOBRE OUTROS SISTEMAS<br \/>\r\nO sistema que cria a &acirc;nsia de liberdade nas pessoas, cria todas as condi&ccedil;&otilde;es para a sua ocorr&ecirc;ncia e, por conseguinte, liberta-as na pr&aacute;tica, n&atilde;o se compara &agrave;quele sistema que pretende manter a escravatura eternamente, tornando os escravos t&atilde;o fracos ao ponto de n&atilde;o conseguirem adquirir a sua liberdade, enquanto n&atilde;o pegarem em armas, lutarem e desencadearem revolu&ccedil;&otilde;es sociais e econ&oacute;- micas, vitimando milhares de pessoas. A boa vontade, os &ldquo;slogans&rdquo; atractivos e as resolu&ccedil;&otilde;es n&atilde;o bastam.<br \/>\r\nO Isslam n&atilde;o concedeu liberdade aos escravos devido a alguma press&atilde;o; no Ocidente, eles foram libertos devido ao &oacute;dio resultante do con\ufb02 ito entre as classes. O Isslam tomou a iniciativa e n&atilde;o esperou que houvessem con\ufb02 itos e guerras, nos quais os escravos exigissem a sua liberta&ccedil;&atilde;o. Acabou com &ecirc;xito todas as causas da escravatura, exceptuando uma &ndash; a guerra &ndash; uma vez que n&atilde;o estava nas m&atilde;os do Isslam terminar com todas as guerras no mundo; naqueles tempos, era tradi&ccedil;&atilde;o que o ex&eacute;rcito derrotado no campo de batalha fosse tomado como escravo. Os mu&ccedil;ulmanos foram obrigados a travar v&aacute;rias guerras defensivas, onde aqueles que eram presos e tomados como escravos, eram vetados todos os seus direitos, humilhados e v&iacute;timas de maus tratos aplicados naquela era; se fossem mulheres, eram violadas e n&atilde;o se respeitava a sua condi&ccedil;&atilde;o feminina.<br \/>\r\nN&atilde;o podia acabar com esses males unilateral- mente, pois se o Isslam assim procedesse, encorajaria os inimigos a maltratarem os prisioneiros mu&ccedil;ulmanos. Para tal, era necess&aacute;rio que houvesse um pacto no qual todos se comprometessem a colaborar.<br \/>\r\nA HIST&Oacute;RIA ANTIGA DAS GUERRAS<br \/>\r\nDesde os prim&oacute;rdios da hist&oacute;ria que as guerras est&atilde;o ligadas &agrave; trai&ccedil;&atilde;o, manha, injusti&ccedil;a ou &agrave; escravatura, com o prop&oacute;sito de alcan&ccedil;ar objectivos agressivos e satisfazer a paix&atilde;o de invadir terras alheias. Tais guerras eram originadas por interesses pessoais dos reis, seus comandantes ou devido ao orgulho ou esp&iacute;rito de vingan&ccedil;a. Portanto, as pessoas que eram presas nessas guerras eram escravizadas, e isso n&atilde;o acontecia porque eram baixas em rela&ccedil;&atilde;o aos vitoriosos, mas porque tinham uma certa liga&ccedil;&atilde;o com o povo derrotado. Por isso, os que sa&iacute;am vitoriosos, achavam que tinham todo o direito de destruir as cidades, humilhar os homens, violar as mulheres e fazer o que quisessem, sem que fossem condenados por tais actos.<br \/>\r\nDe contr&aacute;rio, as guerras travadas pelos mu&ccedil;ulmanos tinham como objectivo, imp&ocirc;r a justi&ccedil;a e permitir que as pessoas pudessem seguir o caminho recto e, para tal, se os meios n&atilde;o funcionassem, recorria-se &agrave; for&ccedil;a como &uacute;ltima inst&acirc;ncia. No Isslam, as guerras n&atilde;o tinham o prop&oacute;sito de invadir um pa&iacute;s ou satisfazer ambi&ccedil;&otilde;es pessoais de certos dirigentes, muito menos capturar pessoas a \ufb01m de escraviz&aacute;-las. O Isslam estabeleceu normas para essas guerras; por exemplo, devia-se combater somente os que fossem rebeldes contra ALLAH, os pactos deviam ser cumpridos, cad&aacute;veres n&atilde;o deviam ser mutilados, crian&ccedil;as n&atilde;o podiam ser mortas, n&atilde;o era permitido lutar contra aqueles que n&atilde;o \ufb01zessem parte do combate, as propriedades n&atilde;o podiam ser destru&iacute;das, a honra das pessoas devia ser respeitada e, em suma, n&atilde;o se devia ser a causa do mal ou corrup&ccedil;&atilde;o na Terra, pois ALLAH n&atilde;o gosta de corruptos.<br \/>\r\nA Hist&oacute;ria &eacute; testemunha de que o Isslam manteve a sua tradi&ccedil;&atilde;o em todas as guerras travadas. Mas, contrariamente, quando as cruzadas crist&atilde;s invadiram Jerusal&eacute;m, torturaram e massacraram a popula&ccedil;&atilde;o civil, mataram milhares de pessoas e destru&iacute;ram v&aacute;rios Massjides. Quando os mu&ccedil;ulmanos conquistaram novamente Jerusal&eacute;m, sob comando de Salahuddin Ayyubi (Saladino), n&atilde;o se vingaram dos crist&atilde;os e estes nem foram maltratados; um exemplo semelhante a este n&atilde;o se pode encontrar at&eacute; aos dias de hoje. &Eacute; isso que torna o Isslam numa religi&atilde;o &iacute;mpar. Se o Isslam n&atilde;o fosse como &eacute;, poderia, por exemplo, propagar a ideia de que aqueles que adoram &iacute;dolos e que est&atilde;o a combater a verdade, n&atilde;o s&atilde;o gente e nem merecem tratamento humano condigno, ou seja, tais pessoas devem apenas permanecer no cativeiro, pois se estivessem mentalmente s&atilde;os, como &eacute; que se poderia justi\ufb01 car esses seus actos n&atilde;o l&oacute;gicos. Mas o Isslam nunca procedeu desse modo e tamb&eacute;m nunca disse que os prisioneiros de guerra est&atilde;o abaixo do n&iacute;vel humano e que, por essa raz&atilde;o, deveriam ser escravizados.<br \/>\r\nSe nessa altura, o Isslam tomasse uma posi&ccedil;&atilde;o unilateral e acabasse com a escravatura, o inimigo teria \ufb01cado mais bravo e tomaria a iniciativa de maltratar os mu&ccedil;ulmanos por si capturados, sem qualquer receio de vingan&ccedil;a. Apesar de todos esses factores, o Isslam nunca insistiu na escravatura, fazendo escravos obrigatoriamente os prisioneiros de guerra. Por exemplo, os prisioneiros capturados na batalha de Al-Badr, foram libertos sob condi&ccedil;&atilde;o de pagarem uma indemniza&ccedil;&atilde;o ou ensinarem a ler e escrever a algumas crian&ccedil;as mu&ccedil;ulmanas de<br \/>\r\nMadina. Esse m&eacute;todo foi igualmente utilizado noutras batalhas. O Isslam nunca maltratou ou humilhou seus prisioneiros e sempre procurou encontrar alternativas para os libertar.<br \/>\r\nESCRAVATURA NA ERA MODERNA<br \/>\r\nAquilo que se ouve acerca do com&eacute;rcio de escravos em alguns pa&iacute;ses issl&aacute;micos, &eacute; algo que n&atilde;o deve ser relacionado com o Isslam e nem &eacute; resultado de algum Jih&aacute;d. Esse acto criminoso &eacute; perpetrado por governantes que se intitulam mu&ccedil;ulmanos, n&atilde;o sendo correcto relacion&aacute;-los &agrave; religi&atilde;o issl&aacute;mica. N&atilde;o podemos iludir-nos com as &ldquo;lindas&rdquo; resolu&ccedil;&otilde;es e &ldquo;belas&rdquo; palavras, em que se fala que depois da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa ou depois de Abraham Lincoln ter acabado com a escravatura na Am&eacute;rica, o Mundo deu o seu parecer acerca da mesma, pois na verdade, a escravatura ainda existe, s&oacute; que com outros nomes e formas. A\ufb01nal, qual foi ent&atilde;o a realidade das coloniza&ccedil;&otilde;es? N&atilde;o &eacute; escravatura um povo colonizar outro, privando-lhe de todos os seus direitos? E o Apartheid na &Aacute;frica do Sul, em que se tratavam os negros piores do que animais? Que nome podemos dar a esses actos b&aacute;rbaros que at&eacute; hoje existem? N&atilde;o podemos iludir-nos com &ldquo;slogans&rdquo; atractivos. Devemos procurar conhecer a realidade das coisas e n&atilde;o apregoar &agrave;s v&aacute;rias formas de escravatura, t&iacute;tulos bonitos em nome da igualdade, irmandade, liberdade, etc., pois com tais designa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o podemos mudar a maldade ou transform&aacute;-la no bem.<br \/>\r\nHIPOCRISIA DA CIVILIZA&Ccedil;&Atilde;O MODERNA<br \/>\r\nAqueles que hoje falam da liberdade, s&atilde;o os mesmos que mataram milhares de pessoas em &Aacute;frica, porque estes exigiam a liberdade assim como outros pa&iacute;ses do Mundo s&atilde;o livres, que fossem tratados com respeito e humanismo e que nas suas terras fossem eles pr&oacute;prios a governar; queriam viver &agrave; vontade, em conformidade com a sua religi&atilde;o e cultura e sem que os outros intervissem ou viessem imp&ocirc;r algo. Mas por exigirem os seus direitos, foram mortos, presos, massacrados, torturados e humilhados. S&atilde;o os mesmos que hoje aparecem a intitular- se de &ldquo;campe&otilde;es&rdquo; da civiliza&ccedil;&atilde;o, reivindicando que vieram libertar o Mundo e ensinar a igualdade no seio dos humanos. Progresso e civiliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o nomes atribu&iacute;dos aos crimes que cometeram. Mas quando o Isslam, que h&aacute; mais de 1.400 anos libertou os escravos sem qualquer press&atilde;o exterior, respeitando apenas o humanismo das pessoas, tratou-as generosamente e anunciou abertamente que a escravatura n&atilde;o faz parte da vida do homem, dizem que isso &eacute; um atraso ou retrocesso!<br \/>\r\nA Fran&ccedil;a que celebra o \ufb01m da escravatura, aboliu-a formalmente apenas em 1848 e foi o quarto maior comerciante de escravos. Depois da Nig&eacute;ria, o Brasil tem o maior n&uacute;mero de negros no Mundo; todos eles foram levados por europeus como escravos. Nos EUA, os ancestrais negros s&atilde;o todos oriundos de &Aacute;frica, que tamb&eacute;m tinham sido levados como escravos. Tudo isso n&atilde;o foi resultado de alguma guerra, mas sim, puro com&eacute;rcio de escravos. Os povos ainda n&atilde;o se esqueceram das placas p&uacute;blicas que ostentavam dizeres como &ldquo;s&oacute; para brancos&rdquo; ou &ldquo;proibida a entrada de negros e c&atilde;es&rdquo;; mesmo aqui em Mo&ccedil;ambique tinhamos exemplos desses. Os negros eram maltratados perante as autoridades, mas ningu&eacute;m os salvava ou apoiava, enquanto eram da mesma religi&atilde;o. Que nome &eacute; que se pode dar a isso? &Eacute; incompar&aacute;vel esse mau tratamento, com o excelente que o Isslam recomendou para os escravos.<br \/>\r\nTodos n&oacute;s ainda recordamos aquilo que os<br \/>\r\ncolonialistas europeus \ufb01zeram em &Aacute;frica, em que privavam os negros dos seus direitos. Por outro lado, o Isslam diz: &ldquo;Escutai e obedecei mesmo se o vosso governante for um negro&rdquo;.<br \/>\r\nNa sociedade actual, a dita &ldquo;civilizada&rdquo;, as mulheres vendem o seu corpo e a sua honra em nome da liberdade; ser&aacute; que isso &eacute; liberdade ou um tipo diferente de escravatura, no qual a escrava vende-se a si pr&oacute;pria, por sua livre vontade. Uma representa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico brit&acirc;nico &ndash; a Crown Prosecution Service (CPS) &ndash; a\ufb01rmou que est&atilde;o sendo vendidas em leil&atilde;o nos aeroportos brit&acirc;nicos, jovens estrangeiras compradas para a prostitui&ccedil;&atilde;o. E segundo o jornal &ldquo;Not&iacute;cias&rdquo; de Maputo, foi organizada recentemente uma venda de prostitutas num dos sal&otilde;es de chegadas do aeroporto de Gatwick, sul de Londres, e ainda noutros aeroportos londrinos de Heathrow e Stansted. Hoje em dia, o sistema social ocidental criou um ambiente pol&iacute;tico, intelectual e espiritual, no qual as pessoas s&atilde;o for&ccedil;adas a dar prioridade &agrave; escravatura sobre a liberdade. Os pa&iacute;ses comunistas tamb&eacute;m escravizavam os seus povos, pois neles havia apenas um senhor &ndash; o Estado &ndash; e os restantes deviam obedec&ecirc;- lo obrigatoriamente, ao ponto de n&atilde;o terem sequer a op&ccedil;&atilde;o de escolher a pro\ufb01ss&atilde;o que desejavam, pois eram escravos e estes n&atilde;o s&atilde;o livres de escolher o que querem. Portanto, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a entre os sistemas comunista e capitalista, pois no primeiro, o senhor &eacute; o Estado e noutro, s&atilde;o os grandes capitalistas no poder que fazem e desfazem e os trabalhadores \ufb01 cam &agrave; merc&ecirc; deles. &Eacute; o mesmo sistema de escravatura outrora utilizado, que vai surgindo duma forma latente na actual civiliza&ccedil;&atilde;o moderna e em nome do progresso. O Isslam est&aacute; livre de tudo isso e o mundo materialista precisa bastante da orienta&ccedil;&atilde;o issl&aacute;mica para sair dessa crise.<\/span><\/span><\/p>\r\n\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n","excerpt":"","terms":"","visibility_roles":"","comment_status":1,"comment_count":0,"read_counter":9923,"lft":8849,"rght":8850,"promote":1,"sticky":0,"status":1,"publish_start":null,"publish_end":null,"created_at":"2016-08-09T01:31:51.000000Z","updated_at":"2026-04-12T20:47:10.000000Z","language_id":15,"user_id":2,"author_id":763,"publisher_id":8,"category_id":6,"parent_id":null,"books":[],"fatawas":[],"videos":[],"audios":[],"author_name":"\u0623\u0645\u064a\u0646 \u0627\u0644\u062f\u064a\u0646 \u0645\u062d\u0645\u062f \u0625\u0628\u0631\u0627\u0647\u064a\u0645","category_name":"Jesus (PBUH) in Islam","category_slug":"Jesus-(PBUH)-in-Islam","get_date":"2016-08-09","pdf_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt_O_ISSLAM_E_A_ESCRAVATURA.pdf","word_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt_O_ISSLAM_E_A_ESCRAVATURA.docx"},"translations":[],"article_books":[],"article_fatawas":[],"article_videos":[],"article_audios":[],"url":"http:\/\/www.islamland.com\/index.php\/bas\/api\/articles\/o-isslam-e-a-escravatura"}