{"article":{"id":3190,"title":"Direitos Humanos no Isl\u00e3","slug":"direitos-humanos-no-isl","word":"\/uploads\/articles\/pt-Human Rights in Islam.docx","pdf":"\/uploads\/articles\/pt-Human Rights in Islam.pdf","mime_type":null,"type":"node","path":"\/nodes\/view\/type:article\/slug:direitos-humanos-no-isl","hint":"","body":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-large;\"><strong><strong><strong><strong><strong>Direitos Humanos no Isl&atilde;<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong><img style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/articles\/images\/Human_Rights_in_Islam_(part_1_of_3)_001.jpg\" alt=\"\" \/><br \/><\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>(parte 1 de 3): Direitos para toda a Humanidade<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O que exatamente s&atilde;o os direitos humanos?&nbsp; &Eacute; apenas o direito &agrave; vida?&nbsp; Alternativamente, &eacute; o direito &agrave; liberdade e justi&ccedil;a?&nbsp; Os direitos humanos incluem ter o direito &agrave; seguran&ccedil;a e um local seguro?&nbsp; Desde o fim da 2&ordf; Guerra Mundial, a pol&iacute;tica internacional ocidental tem focado em assegurar direitos humanos; entretanto, a realidade &eacute; que a linha entre assegurar tais direitos e manter a soberania do estado se tornou indefinida.&nbsp; O poder crescente e a pol&iacute;tica envolvida na defesa dos direitos humanos tendem a favorecer os ideais ocidentais, mas esses n&atilde;o s&atilde;o necessariamente ideais universais.&nbsp; Muitos alegariam que a doutrina dos direitos humanos tornou-se um acess&oacute;rio para propagar o imperialismo moral ocidental.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Embora ningu&eacute;m negue que existam certos direitos humanos inalien&aacute;veis, a defini&ccedil;&atilde;o de quais s&atilde;o esses direitos leva a um violento debate.&nbsp; Embora algumas culturas foquem nos direitos e liberdades individuais, outras est&atilde;o mais preocupadas com direitos que asseguram a sobreviv&ecirc;ncia de comunidades.&nbsp; O mundo &eacute; habitado por diversas na&ccedil;&otilde;es e tribos e faz sentido que leis e declara&ccedil;&otilde;es feitas por seres humanos n&atilde;o sejam universalmente aceitas, independente do quanto elas s&atilde;o&nbsp;moralmente honradas.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Deus diz no Alcor&atilde;o:<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;&Oacute; humanos! N&oacute;s vos criamos de um homem e de uma mulher, e vos fizemos como na&ccedil;&otilde;es e tribos, de modo que vos conhe&ccedil;ais uns aos outros.&rdquo; (Alcor&atilde;o 49:13)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A partir disso, vemos que a intera&ccedil;&atilde;o entre na&ccedil;&otilde;es &eacute; normal e desej&aacute;vel.&nbsp; Entretanto, &eacute; parte da natureza da humanidade ser ciumenta e, &agrave;s vezes, ego&iacute;sta.&nbsp; O Isl&atilde; leva em considera&ccedil;&atilde;o esses caprichos da natureza humana e, portanto, volta-se para o Criador supremo para orienta&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Direitos humanos e responsabilidades s&atilde;o valiosos no Isl&atilde;; s&atilde;o a base para a Charia (legisla&ccedil;&atilde;o jurisprudencial).<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida que em todo o mundo abusos aos direitos humanos est&atilde;o sendo perpetrados, geralmente em nome de religi&atilde;o e, infelizmente, &agrave;s vezes em nome do Isl&atilde;.&nbsp; Entretanto, &eacute; importante reconhecer que s&oacute; porque um pa&iacute;s &eacute; conhecido como isl&acirc;mico, n&atilde;o significa que automaticamente segue as leis enviadas por Deus.&nbsp; Tamb&eacute;m &eacute; importante perceber que nem todos os mu&ccedil;ulmanos entendem e seguem sua religi&atilde;o.&nbsp; A cultura com frequ&ecirc;ncia determina a a&ccedil;&atilde;o. &nbsp;Claro, o mesmo pode ser dito de todas as religi&otilde;es.&nbsp; Atrav&eacute;s da hist&oacute;ria, a humanidade tem usado o nome de Deus para justificar atos indescrit&iacute;veis.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O planeta terra entrou no s&eacute;culo 21 envolvido em guerras, fomes grande agita&ccedil;&atilde;o social e, portanto, as frases que atuam como chamarizes hoje apresentam o suposto rem&eacute;dio: liberdade, democracia e reconcilia&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Os direitos humanos t&ecirc;m, compreensivelmente, tornado-se soberanos.&nbsp; Governos, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais e grupos religiosos e de caridade t&ecirc;m todos falado sobre igualdade e direitos inalien&aacute;veis.&nbsp; A ONU foi formada para atuar como um farol de esperan&ccedil;a para iniciativas conjuntas de entendimento, mas na atualidade &eacute; um tigre sem dentes, incapaz de chegar a um acordo na maioria das resolu&ccedil;&otilde;es e de impor as resolu&ccedil;&otilde;es que aprova.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Mais de 1.400 anos atr&aacute;s, Deus enviou o Alcor&atilde;o, um livro de orienta&ccedil;&atilde;o para toda a humanidade.&nbsp; Tamb&eacute;m escolheu Muhammad como o profeta final; era o ser humano capaz de liderar a humanidade em uma nova era de toler&acirc;ncia, respeito e justi&ccedil;a.&nbsp; As palavras do Alcor&atilde;o e as tradi&ccedil;&otilde;es aut&ecirc;nticas do profeta Muhammad cont&ecirc;m direitos e responsabilidades concedidas por Deus &agrave; humanidade. &nbsp;N&atilde;o est&atilde;o sujeitos aos caprichos e desejos de homens ou mulheres e n&atilde;o mudam como fronteiras ou governos mudam e se estabelecem, algumas vezes de forma abrupta.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A ONU proclamou a Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos Humanos em 1948. Estabeleceu, em 30 artigos, os direitos fundamentais a serem universalmente protegidos e descritos como, destinados a promoverem&nbsp;<em>&ldquo;respeito universal e observ&acirc;ncia dos direitos humanos e liberdades fundamentais<\/em><em>&nbsp;<\/em><a title=\" (http:\/\/www.un.org\/en\/documents\/udhr\/)\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2575\/#_ftn18265\">[1]<\/a><em>&rdquo;.<\/em>&nbsp; O Escrit&oacute;rio do Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU descreve esses direitos como inerentes a todos os seres humanos, independente de sexo, ra&ccedil;a, credo ou cor e os declarou indivis&iacute;veis, interdependentes e interrelacionados.&nbsp; Nos 60 anos seguintes outras declara&ccedil;&otilde;es, tratados e comit&ecirc;s passaram a existir, todos focando seus esfor&ccedil;os em assegurar os direitos de v&aacute;rios grupos dentro de sociedades variadas.&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Os princ&iacute;pios do Isl&atilde; incluem um conjunto b&aacute;sico de regras designadas para protegerem direitos e liberdades individuais. Entretanto, os direitos de indiv&iacute;duos n&atilde;o podem infringir os direitos de comunidades.&nbsp; O Isl&atilde; &eacute; uma doutrina que se preocupa com respeito, toler&acirc;ncia, justi&ccedil;a e igualdade e os conceitos isl&acirc;micos de liberdade e direitos humanos est&atilde;o imbu&iacute;dos na f&eacute; no Deus &Uacute;nico.&nbsp;&nbsp;Se for para a humanidade viver em paz e seguran&ccedil;a, deve obedecer aos mandamentos de Deus.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Os mu&ccedil;ulmanos acreditam que Deus &eacute; o &uacute;nico Criador e Sustentador da humanidade e do universo.&nbsp; Deu a cada ser humano dignidade e honra e os direitos humanos e privil&eacute;gios que desfrutamos s&atilde;o concedidos por Ele.&nbsp; Os direitos concedidos por Deus s&atilde;o designados para todos.&nbsp; Uma pessoa n&atilde;o &eacute; mais merecedora de prote&ccedil;&atilde;o do que outra.&nbsp; Cada pessoa tem direito a sustento, abrigo e seguran&ccedil;a e se algumas pessoas t&ecirc;m seus direitos concedidos por Deus negados, &eacute; responsabilidade do restante da humanidade restaurar esses direitos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;&Oacute; crentes, sede perseverantes na causa de Deus e prestai testemunho, a bem da justi&ccedil;a; que o &oacute;dio aos demais n&atilde;o vos impulsione a serdes injustos para com eles. Sede justos, porque isso est&aacute; mais pr&oacute;ximo da piedade, e temei a Deus, porque Ele est&aacute; bem inteirado de tudo quanto fazeis.&rdquo; (Alcor&atilde;o 5:8)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Narrativas de poder e autoridade entricheiraram-se na defesa dos direitos humanos. &nbsp;A legisla&ccedil;&atilde;o e tratados que n&atilde;o s&atilde;o exequ&iacute;veis n&atilde;o podem proteger os oprimidos.&nbsp; Entretanto, o Isl&atilde; proclama que Deus trata todos os seres humanos igualmente e direitos humanos verdadeiros s&oacute; podem ser alcan&ccedil;ados pela obedi&ecirc;ncia a Ele. &nbsp;Na s&eacute;rie de artigos a seguir examinaremos os 30 artigos da Declara&ccedil;&atilde;o de Direitos Humanos e os compararemos com o ponto de vista isl&acirc;mico e a realidade da vida no s&eacute;culo 21.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<hr size=\"2\" \/>\r\n<\/div>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>Footnotes:<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2575\/#_ftnref18265\">[1]<\/a>&nbsp;(http:\/\/www.un.org\/en\/documents\/udhr\/)<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>(parte 2 de 3): Artigos 1, 2 &amp; 3<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O Isl&atilde; &eacute; a religi&atilde;o revelada para toda a humanidade.&nbsp; N&atilde;o &eacute; exclusivamente para &aacute;rabes ou asi&aacute;ticos, homens ou mulheres, ricos ou oprimidos.&nbsp; O Isl&atilde; &eacute; a religi&atilde;o e modo de vida que assegura que a humanidade seja capaz de ter acesso a todos os seus direitos. &nbsp;Faz sentido pensar que Quem nos criou sabe o que &eacute; melhor para n&oacute;s, e que Ele (Deus) nos deu acesso a todo o conhecimento que precisamos para vivermos vidas felizes e seguras.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Os mu&ccedil;ulmanos acreditam que esse conhecimento est&aacute; acess&iacute;vel atrav&eacute;s do Alcor&atilde;o e das tradi&ccedil;&otilde;es aut&ecirc;nticas do profeta Muhammad, que a miseric&oacute;rdia e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus estejam sobre ele, e que isso &eacute; garantido pela Charia (Lei Isl&acirc;mica). &nbsp;O Isl&atilde; estabelece a estrutura legal e abrange um c&oacute;digo de &eacute;tica, designados para proteger os direitos de um indiv&iacute;duo, incluindo seu direito de viver em uma sociedade segura.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-hadeeth-or-bible\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>O profeta Muhammad disse: &ldquo;Quem acordar sentindo-se seguro em sua comunidade, livre de indisposi&ccedil;&otilde;es e doen&ccedil;as em seu corpo e com provis&atilde;o suficiente por um &uacute;nico dia, &eacute; como se fosse dono do mundo inteiro.&rdquo;<\/strong><strong>(<em>Tirmidthi<\/em>)<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A Charia se preocupa com a preserva&ccedil;&atilde;o de cinco direitos b&aacute;sicos: o direito de praticar a religi&atilde;o, a prote&ccedil;&atilde;o da vida, a salvaguarda da mente ou intelecto, a preserva&ccedil;&atilde;o da honra e da fam&iacute;lia, a santidade dos bens e propriedades.&nbsp; Uma comunidade unificada estabelece uma base moral e &eacute;tica na qual os direitos individuais s&atilde;o mantidos.&nbsp; Embora os direitos de indiv&iacute;duos sejam de grande import&acirc;ncia, n&atilde;o &eacute; permitido que obscure&ccedil;am os direitos da comunidade.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos cont&ecirc;m 30 artigos.&nbsp; Empenham-se para assegurar vida, liberdade e seguran&ccedil;a para todos os homens, mulheres e crian&ccedil;as. &nbsp;N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida que a preserva&ccedil;&atilde;o dessa declara&ccedil;&atilde;o &eacute; um ato virtuoso, entretanto, cada artigo foi adequadamente abordado no passado pelas palavras de Deus no Alcor&atilde;o e nas tradi&ccedil;&otilde;es do profeta Muhammad.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Artigos 1&amp; 2<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-hadeeth-or-bible\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. S&atilde;o dotadas de raz&atilde;o&nbsp; e consci&ecirc;ncia e devem agir em rela&ccedil;&atilde;o umas &agrave;s outras com esp&iacute;rito de fraternidade.<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declara&ccedil;&atilde;o, sem distin&ccedil;&atilde;o de qualquer esp&eacute;cie, seja de ra&ccedil;a, cor, sexo, l&iacute;ngua,&nbsp; religi&atilde;o, opini&atilde;o pol&iacute;tica ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condi&ccedil;&atilde;o.&nbsp;&nbsp; Al&eacute;m disso, n&atilde;o ser&aacute; feita nenhuma distin&ccedil;&atilde;o fundada no estatuto pol&iacute;tico, jur&iacute;dico ou internacional do pa&iacute;s ou do territ&oacute;rio da naturalidade da pessoa, seja esse pa&iacute;s ou territ&oacute;rio independente, sob tutela, aut&ocirc;nomo ou sujeito a alguma limita&ccedil;&atilde;o de soberania.<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-hadeeth-or-bible\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Alcor&atilde;o &amp; Tradi&ccedil;&otilde;es<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Existem muitos vers&iacute;culos no Alcor&atilde;o que apontam para a dignidade, igualdade e fraternidade da humanidade.&nbsp; Al&eacute;m disso, Deus deixa claro que direitos e liberdades s&atilde;o concedidos a todos, independente de ra&ccedil;a, g&ecirc;nero, origem social, nacionalidade, idioma, cor ou condi&ccedil;&atilde;o social.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;&Oacute; humanos! Em verdade, N&oacute;s vos criamos de macho e f&ecirc;mea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre v&oacute;s, ante Deus, &eacute; o mais temente. Sabei que Deus &eacute; Sapient&iacute;ssimo e est&aacute; bem inteirado.&rdquo; (Alcor&atilde;o 49:13)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Deus criou a humanidade para atuar como vice gerente na terra; os seres humanos foram colocados acima dos animais, p&aacute;ssaros e peixes e receberam uma tarefa de grande responsabilidade.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Porventura, n&atilde;o reparais em que Deus vos submeteu tudo quanto h&aacute; nos c&eacute;us e na terra, e vos cumulou com as Suas merc&ecirc;s, cognosc&iacute;veis e incognosc&iacute;veis?&rdquo; (Alcor&atilde;o 31:20)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O primeiro homem Ad&atilde;o, o pai da humanidade, foi honrado e tratado com o devido respeito e dignidade.&nbsp; Deus soprou a alma no homem, moldou-o com Suas pr&oacute;prias m&atilde;os e ordenou aos anjos que se prostrassem perante ele.&nbsp; Ao honrar Ad&atilde;o Deus assegurou que toda a humanidade fosse merecedora de dignidade e respeito.&nbsp; O Isl&atilde; tamb&eacute;m deixa claro que toda a humanidade descende de Ad&atilde;o e, como tal, s&atilde;o irm&atilde;os e irm&atilde;s uns dos outros.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Recorda-te de quando o teu Senhor disse aos anjos: De barro criarei um homem. Quando o tiver plasmado e alentado com o Meus Esp&iacute;rito, prostrai-vos ante ele.&rdquo;<\/strong><strong>(Alcor&atilde;o 38: 71-72)<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Deus disse no Alcor&atilde;o (49:10) que os crentes s&atilde;o irm&atilde;os uns dos outros e o profeta Muhammad constantemente refor&ccedil;ava a necessidade de manter os la&ccedil;os de irmandade.&nbsp; Dizia que nenhuma pessoa alcan&ccedil;aria a verdadeira devo&ccedil;&atilde;o at&eacute; que desejasse para seu irm&atilde;o (ou irm&atilde;) o que desejava para si mesmo.<a title=\" Saheeh Al-Bukhari\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2598\/#_ftn18309\">[1]<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Quando o profeta Muhammad percebeu que em breve retornaria para seu amado Deus, dirigiu-se a toda a humanidade com palavras belas e profundas que se tornaram conhecidas como o Serm&atilde;o da Despedida. &nbsp;Olhou para mais de 100.000 seguidores de p&eacute; nas plan&iacute;cies de Arafat e disse: &ldquo;Toda a humanidade vem de Ad&atilde;o e Eva e um &aacute;rabe n&atilde;o &eacute; superior a um n&atilde;o-&aacute;rabe, nem um n&atilde;o-&aacute;rabe &eacute; superior a um &aacute;rabe. &nbsp;Um branco n&atilde;o &eacute; superior ao negro nem o negro &eacute; superior ao branco, exceto em devo&ccedil;&atilde;o e boas a&ccedil;&otilde;es.&nbsp; Aprendam que todo mu&ccedil;ulmano &eacute; um irm&atilde;o para outro mu&ccedil;ulmano e que os mu&ccedil;ulmanos constituem uma irmandade.&rdquo;<a title=\" O texto do Serm&atilde;o da Despedida pode ser encontrado em Saheeh Al-Bukhari e Saheeh Muslim e nos livros de At Tirmidhi e Imam Ahmad.\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2598\/#_ftn18310\">[2]<\/a><\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Artigo 3<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-hadeeth-or-bible\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>Toda pessoa tem direito &agrave; vida, liberdade e seguran&ccedil;a.<\/strong><\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Alcor&atilde;o &amp; Tradi&ccedil;&otilde;es<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Por isso, prescrevemos ... que quem matar uma pessoa, sem que esta tenha cometido homic&iacute;dio ou semeado a corrup&ccedil;&atilde;o na terra, ser&aacute; considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade.&rdquo;&nbsp; (Alcor&atilde;o 5:32)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Deus deixa claro no Alcor&atilde;o que a vida humana &eacute; sagrada.&nbsp; O sangue n&atilde;o pode ser derramado ou uma vida tirada sem justificativa.&nbsp; O direito &agrave; vida &eacute; inerente nos princ&iacute;pios do Isl&atilde; e s&atilde;o dados por Deus, em propor&ccedil;&atilde;o igual a cada ser humano que habitou ou habitar&aacute; esse planeta terra. &nbsp;A vida e a honra e dignidade integrais que acarreta s&atilde;o consideradas a maior d&aacute;diva. &nbsp;&nbsp;&Eacute; dada a n&oacute;s pelo nosso Criador como cust&oacute;dia.&nbsp; Somos obrigados a cuidar uns dos outros e de n&oacute;s mesmos.&nbsp; O suic&iacute;dio por desespero em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; miseric&oacute;rdia de Deus ou por qualquer outra raz&atilde;o &eacute; estritamente proibido. A santidade do corpo &eacute; inviol&aacute;vel e os corpos dos mortos devem ser manuseados com cuidado e solenidade adequada.&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Dize (ainda mais, &Oacute; Muhammad): Vinde, para que eu vos prescreva o que vosso Senhor vos vedou: N&atilde;o Lhe atribuais parceiros; tratai com benevol&ecirc;ncia vossos pais; n&atilde;o sejais filicidas, por temor &aacute; mis&eacute;ria- N&oacute;s vos sustentaremos, t&atilde;o bem quanto aos vossos filhos -; n&atilde;o vos aproximeis das obscenidades, tanto p&uacute;blica, como privadamente, e n&atilde;o mateis, sen&atilde;o legitimamente, o que Deus proibiu matar. Eis o que Ele vos prescreve, para que raciocineis.&rdquo; (Alcor&atilde;o 6:151)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Em seu Serm&atilde;o da Despedida o profeta Muhammad nos lembrou da import&acirc;ncia dos direitos humanos no Isl&atilde;. Disse:&nbsp;<strong>&ldquo;Considerem a vida e as propriedades como uma cust&oacute;dia sagrada.&nbsp;&nbsp;Devolvam os bens que lhes foram confiados a seus donos de direito.&nbsp;&nbsp;N&atilde;o prejudiquem ningu&eacute;m, para que n&atilde;o sejam prejudicados.&nbsp;&nbsp;<\/strong><strong>Lembrem que encontrar&atilde;o seu Senhor e que Ele exigir&aacute; a presta&ccedil;&atilde;o de contas de seus atos.&rdquo;<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<hr size=\"2\" \/>\r\n<\/div>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>Footnotes:<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-footnote-text\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2598\/#_ftnref18309\">[1]<\/a>&nbsp;<em>Saheeh Al-Bukhari<\/em><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-footnote-text\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2598\/#_ftnref18310\">[2]<\/a>&nbsp;O texto do Serm&atilde;o da Despedida pode ser encontrado em&nbsp;<em>Saheeh Al-Bukhari<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Saheeh Muslim<\/em>&nbsp;e nos livros de At Tirmidhi e Imam Ahmad.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>(parte 3 de 3): Escravid&atilde;o e Tortura<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos lida com v&aacute;rias quest&otilde;es.&nbsp; Tenta assegurar que a humanidade trate a todos com respeito e dignidade.&nbsp; O Isl&atilde; &eacute; uma religi&atilde;o que valoriza muito o respeito, a dignidade e a toler&acirc;ncia e os direitos e responsabilidades inerentes no Isl&atilde; s&atilde;o uma declara&ccedil;&atilde;o de direitos humanos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Um dos princ&iacute;pios mais importantes no Isl&atilde; &eacute; que Deus criou a humanidade para ser plenamente respons&aacute;vel por suas a&ccedil;&otilde;es.&nbsp; Cada ser humano tem certos direitos e responsabilidades e nenhum ser humano tem o direito de restringir a liberdade de outro.&nbsp; Quem ousar remover os direitos inerentes no Isl&atilde; concedidos por Deus, incluindo o direito &agrave; dignidade humana, &eacute; chamado de malfeitor ou opressor.&nbsp; Deus conclama aqueles que O obedecem a defenderem os direitos dos oprimidos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;E o que vos impede de combater pela causa de Deus e dos indefesos, homens, mulheres e crian&ccedil;as? Que dizem: &Oacute; Senhor nosso, tira-nos desta cidade (Meca), cujos habitantes s&atilde;o opressores. Designa-nos, de Tua parte, um protetor e um socorredor!&rdquo; (Alcor&atilde;o 4:75)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O artigo quatro da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos afirma que<em>ningu&eacute;m ser&aacute; mantido em escravatura ou servid&atilde;o; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, s&atilde;o proibidos.<\/em>&nbsp; Mais de 1.400 anos atr&aacute;s o Isl&atilde; tamb&eacute;m lidou com a quest&atilde;o da escravid&atilde;o.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">No s&eacute;culo 7 EC, a escravid&atilde;o estava enraizada na sociedade &aacute;rabe, assim como em outras sociedades e sistemas legais.&nbsp; Os escravos eram adquiridos facilmente atrav&eacute;s de guerra, d&eacute;bito, sequestro e pobreza; assim, proibir a escravid&atilde;o de imediato teria sido t&atilde;o in&uacute;til quanto tentar proibir a pobreza.&nbsp; Consequentemente, o Isl&atilde; colocou restri&ccedil;&otilde;es e regulamenta&ccedil;&otilde;es sobre a escravid&atilde;o designadas para aboli-la no final.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">N&atilde;o existem textos no Alcor&atilde;o ou nas tradi&ccedil;&otilde;es do profeta Muhammad, que a miseric&oacute;rdia e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus estejam sobre ele, que prescrevam a escravid&atilde;o, mas existem textos incont&aacute;veis conclamando &agrave; sua liberdade, incluindo as palavras simples mas profundas de Muhammad:&nbsp;<em>&ldquo;Visitem os doentes, alimentem os famintos e libertem os escravos.&rdquo;<\/em><strong>&nbsp;<\/strong><a title=\" Saheeh Al-Bukhari\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftn18303\">[1]<\/a><strong>&nbsp;<\/strong>A lei isl&acirc;mica reconheceu a escravid&atilde;o como uma institui&ccedil;&atilde;o, mas restringiu as fontes de aquisi&ccedil;&atilde;o a somente um m&eacute;todo: prisioneiros de guerra capturados e suas fam&iacute;lias.&nbsp; Os l&iacute;deres mu&ccedil;ulmanos eram encorajados a libertar prisioneiros de guerra ou troc&aacute;-los por resgate.&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O princ&iacute;pio de lidar com escravos no in&iacute;cio do Isl&atilde; foi uma combina&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a, gentileza e compaix&atilde;o.&nbsp; Os mu&ccedil;ulmanos pagam uma pequena por&ccedil;&atilde;o de seus rendimentos anuais acumulados em caridade compuls&oacute;ria e uma das formas l&iacute;citas na qual esse dinheiro pode ser usado &eacute; para libertar escravos.&nbsp; Libertar escravos tamb&eacute;m &eacute; a expia&ccedil;&atilde;o para muitos pecados, incluindo a quebra de promessas e mortes acidentais. &nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Nos &uacute;ltimos 200 anos a cultura ocidental lentamente aboliu a escravid&atilde;o, mas o com&eacute;rcio de seres humanos n&atilde;o diminuiu.&nbsp; A National Geographic estima que no mundo todo exista atualmente 27 milh&otilde;es de homens, mulheres e crian&ccedil;as escravizados.&nbsp; Embora as declara&ccedil;&otilde;es e tratados feitos pelo homem tenham denunciado a escravid&atilde;o, ironicamente, no mercado aberto, um escravo vale menos hoje do que h&aacute; 200 anos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Os &ldquo;escravos&rdquo; dos dias modernos s&atilde;o fisicamente confinados ou controlados, for&ccedil;ados a trabalhar ou ainda controlados atrav&eacute;s de viol&ecirc;ncia. N&atilde;o t&ecirc;m meios legais para comprar sua pr&oacute;pria liberdade e nem existe qualquer &oacute;rg&atilde;o legal para supervisionar seu tratamento.&nbsp; A escravid&atilde;o existe sob o radar e est&aacute; geralmente associada com drogas, prostitui&ccedil;&atilde;o e outras atividades ilegais.&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">As restri&ccedil;&otilde;es impostas pelo Isl&atilde; deram aos escravos direitos e prote&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos maus tratos. O ato de libertar um escravo &eacute; muito virtuoso que aben&ccedil;oar&aacute; uma pessoa nessa vida e na pr&oacute;xima. O Isl&atilde; tem a habilidade inerente de reconhecer e regular as caracter&iacute;sticas indesej&aacute;veis da natureza humana. &nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A escravid&atilde;o e a servid&atilde;o n&atilde;o ser&atilde;o abolidas de maneira bem-sucedida at&eacute; que a humanidade reconhe&ccedil;a que as leis de Deus s&atilde;o a verdadeira personifica&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos.&nbsp; O mesmo pode ser dito de tortura e de puni&ccedil;&otilde;es desumanas e cru&eacute;is. &nbsp;Essas a&ccedil;&otilde;es detest&aacute;veis n&atilde;o parar&atilde;o at&eacute; que a humanidade como um todo perceba que existe um Deus e que ador&aacute;-Lo vai al&eacute;m de cobi&ccedil;ar a vida desse mundo.&nbsp; A tortura existe hoje apesar de tratados e declara&ccedil;&otilde;es, incluindo o artigo cinco da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos, conclamarem o abandono desse mau tratamento.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Crueldade, incluindo puni&ccedil;&atilde;o excessiva, &eacute; proibida no Isl&atilde;.&nbsp; Cada membro da ra&ccedil;a humana &eacute; tratado com o devido respeito e dignidade, independente de ra&ccedil;a, cor, credo ou nacionalidade.&nbsp; O profeta Muhammad proibiu expressamente as puni&ccedil;&otilde;es cru&eacute;is e n&atilde;o usuais, mesmo em tempos de guerra.&nbsp; Deixou claro que ningu&eacute;m deveria ser queimado vivo ou torturado com fogo, que os soldados feridos n&atilde;o deviam ser atacados e prisioneiros de guerra n&atilde;o deviam ser mortos.&nbsp; Disse a seus seguidores&nbsp;<strong>&ldquo;n&atilde;o tenham cora&ccedil;&atilde;o duro nem car&aacute;ter violento&rdquo;<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>&nbsp;<a title=\" Saheeh Al-Bukhari\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftn18304\">[2]<\/a><\/strong>e alertou seu povo sobre serem injustos&nbsp;<strong>&ldquo;porque a injusti&ccedil;a ser&aacute; escurid&atilde;o no Dia da Presta&ccedil;&atilde;o de Contas.&rdquo;<\/strong>&nbsp;<a title=\" Ibid.\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftn18305\">[3]<\/a><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">At&eacute; prisioneiros de guerra no in&iacute;cio da hist&oacute;ria isl&acirc;mica falavam bem de seus captores. &nbsp;&nbsp;&ldquo;Aben&ccedil;oados sejam os homens de Medina&rdquo;, disse um desses prisioneiros, &ldquo;nos fizeram cavalgar enquanto eles mesmos caminhavam; deram-nos p&atilde;o de trigo para comer apesar de haver pouco, contentando-se com t&acirc;maras.&rdquo;&nbsp;<a title=\" Das palavras do escritor orientalista Sir William Muir (1819-1905) \" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftn18306\">[4]<\/a>O segundo califa do Isl&atilde;, Omar Ibn Al Khattab, disse:&nbsp;<strong>&ldquo;Uma pessoa n&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel por sua confiss&atilde;o, se lhe infligiu dor, assustou ou aprisionou [para obter a confiss&atilde;o]&rdquo;.<\/strong><a title=\" Relatado por Abu Yusuf no livro Al Kharaj\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftn18307\">[5]<\/a><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A Declara&ccedil;&atilde;o de Direitos Humanos no Isl&atilde; do Cairo afirma no artigo 20 que: &ldquo;Ningu&eacute;m ser&aacute; preso ou ter&aacute; sua liberdade restringida, ser&aacute; exilado ou punido sem a devida a&ccedil;&atilde;o legal. Os indiv&iacute;duos n&atilde;o devem ser submetidos a tormento f&iacute;sico ou psicol&oacute;gico ou qualquer tratamento humilhante.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A execu&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos no Isl&atilde; est&aacute; inextricavelmente vinculada &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da lei isl&acirc;mica.&nbsp; O Isl&atilde; promete que aqueles que seguem as regras e regulamenta&ccedil;&otilde;es de Deus ser&atilde;o recompensados com Sua garantia de para&iacute;so eterno.&nbsp; Entretanto, escolher restringir ou tirar direitos concedidos &agrave; humanidade por Deus &eacute; um delito sujeito &agrave; puni&ccedil;&atilde;o.&nbsp;&nbsp;<strong>&ldquo;No Dia da Presta&ccedil;&atilde;o de Contas, ser&atilde;o concedidos os direitos &agrave;queles a quem eram devidos<\/strong>&nbsp;(e as injusti&ccedil;as ser&atilde;o corrigidas)...&rdquo;&nbsp;<a title=\" Saheeh Muslim\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftn18308\">[6]<\/a><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<hr size=\"2\" \/>\r\n<\/div>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>Footnotes:<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftnref18303\">[1]<\/a>&nbsp;<em>Saheeh Al-Bukhari<\/em><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftnref18304\">[2]<\/a>&nbsp;<em>Saheeh Al-Bukhari<\/em><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftnref18305\">[3]<\/a>&nbsp;Ibid.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftnref18306\">[4]<\/a>&nbsp;Das palavras do escritor orientalista Sir William Muir (1819-1905)<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftnref18307\">[5]<\/a>&nbsp;Relatado por Abu Yusuf no livro Al Kharaj<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><a title=\"Back to the refrence of this footnote\" href=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/pt\/articles\/2610\/#_ftnref18308\">[6]<\/a>&nbsp;<em>Saheeh Muslim<\/em><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>","excerpt":"","terms":null,"visibility_roles":"","comment_status":1,"comment_count":0,"read_counter":20490,"lft":6198,"rght":6199,"promote":1,"sticky":0,"status":1,"publish_start":null,"publish_end":null,"created_at":"2014-12-16T23:28:00.000000Z","updated_at":"2026-04-06T05:30:51.000000Z","language_id":15,"user_id":13,"author_id":723,"publisher_id":0,"category_id":12,"parent_id":3186,"books":[],"fatawas":[],"videos":[],"audios":[],"author_name":"\u0639\u0627\u0626\u0634\u0629 \u0633\u062a\u0627\u0633\u064a","category_name":"For New Muslim","category_slug":"For-New-Muslim","get_date":"2014-12-16","pdf_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Human Rights in Islam.pdf","word_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Human Rights in Islam.docx"},"translations":[],"article_books":[],"article_fatawas":[],"article_videos":[],"article_audios":[],"url":"http:\/\/www.islamland.com\/index.php\/com\/api\/articles\/direitos-humanos-no-isl"}