{"article":{"id":2324,"title":" Aaminah Hernandez, ex-crist\u00e3, EUA","slug":"-aaminah-hernandez-ex-crist-eua","word":"\/uploads\/articles\/pt-Aaminah Hernandez, Ex-Christian, USA.docx","pdf":"\/uploads\/articles\/pt-Aaminah Hernandez, Ex-Christian, USA.pdf","mime_type":null,"type":"node","path":"\/nodes\/view\/type:article\/slug:-aaminah-hernandez-ex-crist-eua","hint":"","body":"<table style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"563\">\r\n<tbody>\r\n<tr>\r\n<td width=\"100%\">\r\n<h1 style=\"text-align: right;\"><span>Aaminah Hernandez, ex-crist&atilde;, EUA<\/span><\/h1>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<\/tbody>\r\n<\/table>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><img style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn2.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcTiTNaSqYkvZndp-C9-M5fq5eDIBoldi013baYgk_X0HanHELnJ\" alt=\"\" \/><\/span><\/h1>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"563\">\r\n<tbody>\r\n<tr>\r\n<td width=\"100%\">\r\n<h1 style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: large;\">(parte 1 de 2)<\/span><\/h1>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<\/tbody>\r\n<\/table>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Tendo crescido nos EUA nos anos 1980, meu conhecimento do Isl&atilde; era falho e m&iacute;nimo.&nbsp;&nbsp;Meu pai ensinou a meu irm&atilde;o e a mim a sermos informados sobre o mundo, interessados em outras culturas e a ler muito.&nbsp; Na &eacute;poca a m&iacute;dia retratava o Isl&atilde; com base na revolu&ccedil;&atilde;o iraniana e o conflito na Palestina.&nbsp; As descri&ccedil;&otilde;es das quest&otilde;es das mulheres eram limitadas &agrave;s do tipo &ldquo;N&atilde;o sem minha filha&rdquo;.&nbsp; Embora eu nunca tenha visto ou lido o livro, meu entendimento naquela &eacute;poca era que as mu&ccedil;ulmanas eram escravas de seus maridos, n&atilde;o havia limite no n&uacute;mero de esposas, as esposas apanhavam ou eram at&eacute; mortas se dessem &agrave; luz uma menina e negligenciadas se n&atilde;o tivessem filhos homens rapidamente.&nbsp; A vis&atilde;o de mulheres com vestimentas pretas, que &eacute;ramos levados a acreditar que eram pesadas e compostas de v&aacute;rias camadas, incluindo v&eacute;us sobre seus rostos, era aterrorizante para uma menina educada na era de Madona e Cyndi Lauper. &nbsp;Al&eacute;m desses problemas maiores, nos ensinavam na escola que as mulheres do Oriente M&eacute;dio n&atilde;o tinham permiss&atilde;o para deixar suas casas e viviam em grande pobreza, compartilhando seus quartos com as outras esposas e todas as crian&ccedil;as, vendo seus maridos raramente.&nbsp; Em nossa rara e m&iacute;nima sobre a hist&oacute;ria ou cultura do Isl&atilde;, n&atilde;o se fazia distin&ccedil;&atilde;o entre a diversidade de culturas no Oriente M&eacute;dio e o Isl&atilde; como religi&atilde;o.&nbsp; N&atilde;o percebia que outros al&eacute;m dos &aacute;rabes e alguns afro americanos eram mu&ccedil;ulmanos e que nem todos os &aacute;rabes eram mu&ccedil;ulmanos.&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Como meu pai me disse que a melhor educa&ccedil;&atilde;o que eu poderia ter era a educa&ccedil;&atilde;o que poderia dar a mim mesma atrav&eacute;s da leitura, tornei-me uma leitora s&eacute;ria.&nbsp;&nbsp;Passava mais tempo na biblioteca do que em qualquer evento social e lia tanto que, quando era necess&aacute;rio me punir, meus pais sabiam que a &uacute;nica forma eficaz era tirar meus livros.&nbsp;&nbsp;<em>AlhamdulAllah<\/em>, esse amor pelos livros permaneceu comigo e embora nunca esperasse que acontecesse, esse amor pelo aprendizado me guiou para o Isl&atilde;.&nbsp; Li&nbsp;<em>A autobiografia de Malcom X<\/em>&nbsp;quando estava no segundo grau e, embora n&atilde;o tivesse aberto minha mente para o Isl&atilde;, me recusei a comer porco depois disso.&nbsp; Mesmo n&atilde;o tendo causado uma mudan&ccedil;a profunda em meu pensamento, nos anos seguintes percebi que plantou algo em meu cora&ccedil;&atilde;o e mente. Eu s&oacute; n&atilde;o estava pronta para aceitar ou pensar muito a respeito.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Ao longo dos anos fui abusada, molestada e usada por muitas pessoas em minha vida.&nbsp;&nbsp;Isso me levou a sair da casa de meus pais quando estava com 16 anos. &nbsp;Meu irm&atilde;o permaneceu na casa e lutou com seus pr&oacute;prios problemas, incluindo atividade em gangues.&nbsp; Terminei o segundo grau e prossegui com a minha vida, orgulhosa de poder lidar com tanta responsabilidade sozinha.&nbsp; N&atilde;o pensava muito em Deus na &eacute;poca.&nbsp; Envolvi-me superficialmente com Wicca (bruxaria branca), mas estava apenas brincando e percebo agora como fui aben&ccedil;oada por n&atilde;o ter causado danos s&eacute;rios a mim mesma ou a outros com meus jogos.&nbsp; Tamb&eacute;m comecei a pegar partes de pr&aacute;ticas culturais religiosas, como a espiritualidade tradicional celta e dos &iacute;ndios americanos (sou mistura de &iacute;ndios americano e irlandeses) e Hindu&iacute;smo e Budismo - sem de fato compreender nada ou me conectar adequadamente com um Poder Maior.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Vivia uma vida bem louca de sexo, uso moderado de drogas, boates e festas.&nbsp;&ldquo;Amava&rdquo; a todos e me divertia de todas as formas hedonistas que pudesse, sem preocupa&ccedil;&atilde;o com meu futuro nessa terra ou na Outra Vida.&nbsp; Tamb&eacute;m sofria de grandes depress&otilde;es. De fato, as depress&otilde;es come&ccedil;aram quando era muito jovem, parcialmente em resposta &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es que meus pais crist&atilde;os me impunham.&nbsp; &Agrave;s vezes era suicida e foi somente pela gra&ccedil;a de Allah que minhas tentativas n&atilde;o causaram qualquer dano permanente ao meu corpo ou mente.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Embora professasse uma consci&ecirc;ncia social e fosse a primeira a apoiar todos os tipos de causas, vivia minha vida de forma muito irrespons&aacute;vel.&nbsp;&nbsp;N&atilde;o tinha empregos regulares, vivia precariamente e tentava ter poucas preocupa&ccedil;&otilde;es.&nbsp; Embora vivesse com muito pouco, era de fato muito materialista e egoc&ecirc;ntrica.&nbsp; N&atilde;o fazia nada realmente valioso para a sociedade e drenava minha fam&iacute;lia e amigos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Foi durante esse per&iacute;odo que encontrei um dos companheiros de gangue do meu irm&atilde;o e fiquei seriamente envolvida.&nbsp; Embora por causa de nosso relacionamento tanto meu irm&atilde;o quanto o amigo tenham deixado a gangue, muitas tribula&ccedil;&otilde;es ainda nos esperavam.&nbsp; Meu novo homem tinha um problema s&eacute;rio com drogas com o qual eu n&atilde;o era experiente o suficiente para lidar e n&atilde;o conseguia fazer nada a respeito.&nbsp; Incorremos em todo o tipo de problemas legais e fugimos para outro estado para evit&aacute;-los.&nbsp; Durante essa &eacute;poca, atingi um n&iacute;vel muito baixo, vivendo no parque, passando fome, sofrendo abortos e fazendo coisas por dinheiro que nunca pensei que faria.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Quando retornamos para nosso estado meu namorado foi preso e eu descobri que estava gr&aacute;vida novamente.&nbsp;&nbsp;Por algum milagre de Allah meu filho era saud&aacute;vel e forte e consegui levar a gravidez at&eacute; o fim.&nbsp; Nesse &iacute;nterim meu irm&atilde;o tinha estado preso e se convertido ao Isl&atilde;, mas ao ser libertado mudou de cidade e n&atilde;o t&iacute;nhamos contato.&nbsp; Depois que meu filho nasceu meu irm&atilde;o veio visitar a fam&iacute;lia.&nbsp; Contou-me muito do que estava aprendendo e fiquei impressionada com as mudan&ccedil;as em sua personalidade e comportamento.&nbsp; Parecia que as restri&ccedil;&otilde;es do Isl&atilde; eram uma coisa muito boa para ele.&nbsp; Anteriormente ele tinha sido diagnosticado (acredito eu corretamente) com transtorno esquizoafetivo (esquizofrenia, incluindo alucina&ccedil;&otilde;es, com depress&atilde;o profunda), mas desde sua convers&atilde;o n&atilde;o exibia sintomas e n&atilde;o precisava de tratamento.&nbsp; Meu irm&atilde;o se tornou um homem gentil e de fala suave, vestido em vestimentas tradicionais e se comportava com grande respeito.&nbsp; Compartilhou o b&aacute;sico do Isl&atilde; comigo e fiquei feliz por ele que tivesse encontrado essa cren&ccedil;a, mas n&atilde;o tinha interesse em mudar minha pr&oacute;pria vida.<\/span><\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(parte 2de 2)<\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Com o pai do meu filho na pris&atilde;o, tentei me tornar mais respons&aacute;vel e colocar minha vida em ordem pelo bem do meu filho.&nbsp;&nbsp;Comecei a frequentar a igreja com minha m&atilde;e.&nbsp; Poucos meses depois de meu irm&atilde;o vir para casa em visita, ele retornou com uma esposa totalmente coberta e meses depois ela estava gr&aacute;vida do primeiro filho deles.&nbsp; Queria gostar de minha nova cunhada, mas pensando em retrospectiva estava envergonhada de meu pr&oacute;prio jeito de ser e, por essa raz&atilde;o, n&atilde;o podia aceitar a mod&eacute;stia dela.&nbsp; Que Allah a aben&ccedil;oe por sua paci&ecirc;ncia e disposi&ccedil;&atilde;o em continuar a compartilhar o Isl&atilde; comigo, apesar de minha atitude em rela&ccedil;&atilde;o a ela.&nbsp; Meu irm&atilde;o tamb&eacute;m trouxe um amigo para conversar com minha m&atilde;e sobre o Isl&atilde;.&nbsp; Foi a primeira vez que encontrei um mu&ccedil;ulmano al&eacute;m de meu irm&atilde;o e lembro que suas visitas despertaram um lado meu que desconhecia.&nbsp; Esse homem mu&ccedil;ulmano me atingiu como uma luz radiante.&nbsp; Sei agora que era porque ele tinha nur (luz, brilho) em seu rosto, embora estivesse muito envergonhada para olhar diretamente para ele.&nbsp; Toda vez que ele visitava, me pegava correndo para cobrir meu corpo vestido pela metade.&nbsp; At&eacute; hoje fa&ccedil;o dua (s&uacute;plicas) pela seguran&ccedil;a e bem-estar desse irm&atilde;o por ter causado tamanha impress&atilde;o em mim, mas nunca mais o vi desde ent&atilde;o.&nbsp; Por essa &eacute;poca tinha encontrado um homem que parecia bom e respons&aacute;vel e estava saindo com ele.&nbsp; Meu irm&atilde;o e sua esposa se mudaram para morar com minha m&atilde;e, meu filho e eu, e meu novo noivo visitava todos os dias.&nbsp; Poucos meses antes de meu sobrinho nascer, meu irm&atilde;o e sua esposa se mudaram para seu pr&oacute;prio apartamento e eu tinha irritado tanto minha pobre cunhada que n&atilde;o pod&iacute;amos mais manter contato.&nbsp; Ent&atilde;o casei com meu noivo e tamb&eacute;m sa&iacute; da casa de minha m&atilde;e.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Depois do nascimento do meu sobrinho e de meu casamento, comecei a visitar meu irm&atilde;o e sua esposa.&nbsp;&nbsp;Era tocada pela paz de sua casa e vida familiar.&nbsp; Minha cunhada procurava deixar a mim e a meu filho confort&aacute;veis quando visit&aacute;vamos e come&ccedil;ou a falar um pouco mais sobre o Isl&atilde;.&nbsp; Meu marido n&atilde;o gostava de meu irm&atilde;o e fez coment&aacute;rios disparatados diretamente para ele e tamb&eacute;m pelas costas dele que me envergonharam.&nbsp; Isso provocou disc&oacute;rdia em meu casamento e comecei a passar muito tempo na casa de meu irm&atilde;o, j&aacute; que meu marido n&atilde;o permitia que eu trabalhasse.&nbsp; Com o tempo me vi interessada na cobertura de minha cunhada e comecei a compreender o conforto que ela devia sentir, mantendo sua privacidade.&nbsp; Tamb&eacute;m fui capaz de determinar que o tecido usado n&atilde;o era sufocante ou quente como eu esperava.&nbsp; Quando sugeri ao meu marido que eu talvez gostasse de me cobrir, ele zombou de mim.&nbsp; Ele sempre me encorajava a usar roupas reveladoras e acho que ele se sentia bem em ter uma esposa &ldquo;sexy&rdquo;, mas eu n&atilde;o me sentia respeitada.&nbsp; Depois de uns poucos meses de casamento e apenas uma semana depois de nosso batismo na igreja, ele me disse que estava tendo um caso extraconjugal e n&atilde;o queria mais continuar casado.&nbsp; Mais uma vez minha vida estava desorganizada e me mudei de volta para a casa de minha m&atilde;e, com meu filho.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Claro, passava ainda mais tempo com minha cunhada.&nbsp; Meu irm&atilde;o e sua esposa eram as &uacute;nicas pessoas que me deram apoio depois que meu marido me abandonou.&nbsp; A igreja que frequent&aacute;vamos me disse que havia sempre uma raz&atilde;o para um homem ter um caso e essa raz&atilde;o era um defeito da esposa.&nbsp; Tamb&eacute;m me disseram que n&atilde;o deveria procurar trabalho ou sair da casa dele, mesmo ele tendo dito para eu sair, porque estava pecando por criar uma vida sem ele, ao inv&eacute;s de ser paciente e aguardar que ele retornasse.&nbsp; A igreja n&atilde;o ofereceu para pagar pelo alimento, roupas ou fraldas do meu filho, para que eu pudesse esperar que &ldquo;Deus tocasse o cora&ccedil;&atilde;o do meu marido&rdquo;. Apenas me julgaram e isso me tornou muito c&iacute;nica.&nbsp; Meu irm&atilde;o e sua esposa entenderam que eu precisava cuidar de meu filho e que meu casamento tinha terminado.&nbsp; Ofereceram sua casa e minha cunhada ofereceu para cuidar do meu filho para que eu pudesse trabalhar.&nbsp; Dedicaram algum tempo para explicar as vis&otilde;es isl&acirc;micas sobre casamento, div&oacute;rcio e direitos das mulheres.&nbsp; Fiquei muito surpresa em descobrir que essa religi&atilde;o supostamente machista era de fato mais realista e compreensiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; minha situa&ccedil;&atilde;o do que minha igreja tinha sido.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Infelizmente, antes que pudesse dizer a meu irm&atilde;o que estava pronta para morar com ele, ele e sua fam&iacute;lia foram for&ccedil;ados a deixar a cidade de forma muito inesperada.&nbsp; Depois que se instalaram, minha cunhada escreveu e come&ccedil;amos a manter contato.&nbsp; Depois de alguns meses, com minha vida ainda em uma completa bagun&ccedil;a, decidi que estava cansada de tentar viver do meu pr&oacute;prio jeito.&nbsp; Encontrei o antigo patr&atilde;o de meu irm&atilde;o, que era mu&ccedil;ulmano, e implorei que levasse a mim e meu filho para a casa de meu irm&atilde;o.&nbsp; Ele concordou com alegria e tamb&eacute;m me deu um Alcor&atilde;o para ler no caminho.&nbsp; Esse irm&atilde;o era muito gentil e respeitoso comigo e tamb&eacute;m muito atencioso com meu filho.&nbsp; Ofereceu para se casar comigo, mas fiquei chocada e pedi tempo para ficar com meu irm&atilde;o.&nbsp; Ele me levou at&eacute; meu irm&atilde;o sem ressentimentos e voltou para seu neg&oacute;cio.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Morar com meu irm&atilde;o e sua esposa revelou-se um desafio maior do que eu esperava e &eacute;ramos terrivelmente pobres.&nbsp;&nbsp;Mas fiz minha shahadah (testemunho de f&eacute;), vivia em uma cidade onde ouvia o adhan (chamada para ora&ccedil;&atilde;o) cinco vezes ao dia e estava cercada de mu&ccedil;ulmanos.&nbsp; Havia muitos problemas tamb&eacute;m, mas sempre me lembro de como era bonito e sinto falta daqueles dias.&nbsp; Meu irm&atilde;o e sua esposa me ensinaram como fazer wudu (ablu&ccedil;&atilde;o), orar, pensar sempre em Deus e quase tudo que eu precisava saber para come&ccedil;ar a viver como mu&ccedil;ulmana.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Por fim, precisava ir para casa para encontrar trabalho e dar uma vida melhor para meu filho.&nbsp; Parei de usar o hijab e o niqab (v&eacute;u no rosto) e fiz o que tinha que fazer para encontrar trabalho.&nbsp; Tinha tido alguns progressos morais b&aacute;sicos e afirmava orgulhosamente que era mu&ccedil;ulmana, mas achava muito dif&iacute;cil viver como uma.&nbsp; Minha cidade n&atilde;o tinha uma comunidade unida e, infelizmente, meu passado antes do Isl&atilde; tinha vazado e as irm&atilde;s n&atilde;o estavam dispostas a falar comigo.&nbsp;<em>AlhamdulAllah<\/em>, encontrei um emprego no qual tinha acesso &agrave; internet e comecei a procurar informa&ccedil;&atilde;o sobre o Isl&atilde; e a comprar livros.&nbsp; Isso me levou a comprar hijabs e, por fim, niqabs, embora meu patr&atilde;o se recusasse a permitir que eu usasse hijab.&nbsp; On-line fiz muitas amigas mu&ccedil;ulmanas e constru&iacute; minha pr&oacute;pria pequena comunidade.&nbsp; Tamb&eacute;m encontrei um novo marido.&nbsp; Devido &agrave; minha pr&oacute;pria impaci&ecirc;ncia e vis&otilde;es particularmente estritas, esse casamento tamb&eacute;m fracassou e eu o abandonei.&nbsp; Depois de deixar meu marido, novamente larguei o hijab e o niqab e comecei a viver um pouco descontroladamente.&nbsp; Escondi bem, mas n&atilde;o vivi islamicamente por um tempo.&nbsp; At&eacute; hoje me pergunto que dire&ccedil;&atilde;o minha vida tomaria se tivesse ficado com aquele marido, mas aparentemente Allah tinha outros planos para mim.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Novamente, encontrei um homem.&nbsp;&nbsp;Era bondoso e gentil e nos apaixonamos.&nbsp; Mas ele n&atilde;o era mu&ccedil;ulmano.&nbsp; Fui honesta com ele, dizendo que era mu&ccedil;ulmana e s&oacute; podia me casar com um mu&ccedil;ulmano.&nbsp; Comecei a usar o hijab novamente e ele aceitou.&nbsp; Estava disposto a aceitar o Isl&atilde;, fez a shahadah e nos casamos.&nbsp; Depois de algum tempo fui novamente aben&ccedil;oada em encontrar um emprego com servi&ccedil;o de internet e constru&iacute; uma comunidade de irm&atilde;s novamente.&nbsp; Finalmente comecei a fazer o que sempre quis: escrever.&nbsp; Com o apoio das irm&atilde;s on-line, comecei at&eacute; a escrever hist&oacute;rias e artigos isl&acirc;micos.&nbsp; Meu empregador tamb&eacute;m apreciava o ponto de vista isl&acirc;mico que introduzi em nosso trabalho de assist&ecirc;ncia social e tamb&eacute;m da integridade que levei para o escrit&oacute;rio.&nbsp; Estavam satisfeitos de eu usar hijab e me apoiaram, tanto quanto puderam, como n&atilde;o mu&ccedil;ulmanos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Embora eu continue a me empenhar muito, nem sempre &eacute; f&aacute;cil.&nbsp;&nbsp;Luto como qualquer um e minha f&eacute; &agrave;s vezes parece que pode vacilar.&nbsp; Mas tento lembrar que tudo est&aacute; nas m&atilde;os de Allah e que, desde que eu esteja lutando com minha pr&oacute;pria nafs (ego humano) e O obedecendo, Ele me protege.&nbsp; Sou aben&ccedil;oada por ter muitas amigas mu&ccedil;ulmanas em todo o mundo e espero, insh&rsquo;Allah, me mudar para uma comunidade de crentes mais forte.&nbsp; &Eacute; imposs&iacute;vel para mim esquecer que Allah usou meu irm&atilde;o mais novo para me trazer para a verdade e reconhe&ccedil;o que essa b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o &eacute; &uacute;nica.&nbsp; Embora meus pais n&atilde;o estejam dispostos a ouvir sobre o Isl&atilde;, sei que sou aben&ccedil;oada por ter uma fam&iacute;lia com quem posso compartilhar essa d&aacute;diva.&nbsp; Fa&ccedil;o dua para que atrav&eacute;s de meus escritos eu glorifique Allah e encoraje outros a buscar Seu Caminho - o &uacute;nico caminho para a felicidade e uma vida boa - o Isl&atilde;.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>","excerpt":"","terms":null,"visibility_roles":"","comment_status":1,"comment_count":0,"read_counter":8404,"lft":4420,"rght":4421,"promote":1,"sticky":0,"status":1,"publish_start":null,"publish_end":null,"created_at":"2014-09-21T09:47:00.000000Z","updated_at":"2026-05-12T19:21:47.000000Z","language_id":15,"user_id":7,"author_id":2688,"publisher_id":0,"category_id":10,"parent_id":2320,"books":[],"fatawas":[],"videos":[],"audios":[],"author_name":"Aaminah Hernandez","category_name":"Why I became a Muslim!","category_slug":"Why-I-became-a-Muslim!","get_date":"2014-09-21","pdf_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Aaminah Hernandez, Ex-Christian, USA.pdf","word_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Aaminah Hernandez, Ex-Christian, USA.docx"},"translations":[],"article_books":[],"article_fatawas":[],"article_videos":[],"article_audios":[],"url":"http:\/\/www.islamland.com\/ing\/api\/articles\/-aaminah-hernandez-ex-crist-eua"}