{"article":{"id":3314,"title":"As mulheres no Isl\u00e3","slug":"as-mulheres-no-isl","word":"\/uploads\/articles\/pt-Women in Islam.docx","pdf":"\/uploads\/articles\/pt-Women in Islam.pdf","mime_type":null,"type":"node","path":"\/nodes\/view\/type:article\/slug:as-mulheres-no-isl","hint":"","body":"<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-large;\"><strong><strong><strong><strong>As mulheres no Isl&atilde;<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/span><\/h1>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">&nbsp;<img style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.islamreligion.com\/articles\/images\/Women_in_Islam_-_Oppression_or_Liberation_001.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>(parte 1 de 2)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A quest&atilde;o de equidade de g&ecirc;nero &eacute; importante, relevante e atual.&nbsp; Debates e artigos sobre o assunto est&atilde;o aumentando e s&atilde;o diversificados em suas perspectivas.&nbsp; A perspectiva isl&acirc;mica sobre o tema &eacute; a menos compreendida e mais deturpada pelos n&atilde;o mu&ccedil;ulmanos e tamb&eacute;m por mu&ccedil;ulmanos.&nbsp; Esse artigo pretende fornecer uma exposi&ccedil;&atilde;o breve e aut&ecirc;ntica da posi&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde; sobre o assunto.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">As mulheres nas civiliza&ccedil;&otilde;es antigas<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Para realmente compreender o status que as mulheres receberam atrav&eacute;s do Isl&atilde;, deve-se compar&aacute;-lo com outros sistemas legais que existem hoje e que existiram no passado.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1)&nbsp;&nbsp;<strong>O sistema indiano:<\/strong>&nbsp;Consta na&nbsp;<em>Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica<\/em>, 1911:&nbsp;&ldquo;Na &Iacute;ndia a sujei&ccedil;&atilde;o era um princ&iacute;pio central.&nbsp; As mulheres devem ser mantidas em estado de depend&ecirc;ncia dia e noite por seus protetores, diz Manu.&nbsp; A regra de heran&ccedil;a era agn&aacute;tica, ou seja, atrav&eacute;s dos homens com a exclus&atilde;o das mulheres.&rdquo;&nbsp; Nas escrituras hindus a descri&ccedil;&atilde;o de uma boa esposa &eacute; a seguinte: &ldquo;uma mulher cuja mente, fala e corpo s&atilde;o mantidos em sujei&ccedil;&atilde;o adquire um alto renome nesse mundo e no pr&oacute;ximo, a mesma morada com seu marido.&rdquo; (Mace,&nbsp;<em>Marriage East and West<\/em>).<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp;&nbsp;<strong>O sistema grego:<\/strong>&nbsp;Em Atenas as mulheres n&atilde;o tinham condi&ccedil;&atilde;o melhor que as indianas ou romanas: &ldquo;As mulheres atenienses s&atilde;o sempre menores, sujeitas a alguns homens - seus pais, seus irm&atilde;os ou a algum homem da fam&iacute;lia.&rdquo; (Allen, E. A.,&nbsp;<em>History of Civilization<\/em>).&nbsp; Seu consentimento no casamento geralmente n&atilde;o era considerado necess&aacute;rio e &ldquo;era obrigada a se submeter aos desejos de seus pais e receber deles seu marido e seu senhor, mesmo que fosse um estranho para ela.&rdquo; (Fonte anterior)<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(3)&nbsp;&nbsp;<strong>O sistema romano:<\/strong>&nbsp;Uma esposa romana foi descrita por um historiador como: &ldquo;um beb&ecirc;, uma menor, uma cust&oacute;dia, uma pessoa incapaz de fazer ou agir de acordo com seu gosto individual, continuamente sob tutela e guarda de seu marido.&rdquo; (Fonte anterior)&nbsp; Na&nbsp;<em>Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica<\/em>, 1911, encontramos um resumo da condi&ccedil;&atilde;o legal das mulheres na civiliza&ccedil;&atilde;o romana: &ldquo;Na lei romana uma mulher, mesmo em tempos hist&oacute;ricos, era completamente dependente.&nbsp; Se casada, ela e seus bens passavam para o poder do marido... a esposas era a propriedade adquirida de seu marido e, como uma escrava, era adquirida apenas para benef&iacute;cio dele.&nbsp; Uma mulher n&atilde;o podia exercer qualquer cargo civil ou p&uacute;blico ... n&atilde;o podia ser testemunha, fiadora, tutora ou curadora; n&atilde;o podia adotar ou ser adotada, fazer testamento ou contrato.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(4)&nbsp;&nbsp;<strong>O sistema escandinavo:<\/strong>&nbsp;Entre as ra&ccedil;as escandinavas as mulheres estavam: &ldquo;sob tutela perp&eacute;tua, fossem casadas ou n&atilde;o.&nbsp; Ainda no final de s&eacute;culo 17 foi promulgado C&oacute;digo de Christian V, estipulando que se uma mulher casasse sem o consentimento de seu tutor ele poderia ter, se desejasse, a administra&ccedil;&atilde;o e usufruto dos bens da mulher durante a vida dela.&rdquo; (<em>Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica<\/em>, 1911)<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(5)&nbsp;&nbsp;<strong>O sistema brit&acirc;nico:<\/strong>&nbsp;Na Gr&atilde;-Bretanha o direito das mulheres casadas a ter propriedades n&atilde;o foi reconhecido at&eacute; o s&eacute;culo 19. &ldquo;Por uma s&eacute;rie de atos que come&ccedil;am com o Ato de Propriedade de Mulheres Casadas em 1870, alterado em 1882 e 1887, as mulheres casadas alcan&ccedil;aram o direito de ter propriedades e entrar em contratos no mesmo n&iacute;vel de solteiras, vi&uacute;vas e divorciadas.&rdquo; (Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica, 1968).&nbsp; Na Fran&ccedil;a, s&oacute; em 1938 a lei francesa foi alterada para reconhecer a elegibilidade das mulheres de fazerem um contrato.&nbsp; Uma mulher casada, entretanto, ainda precisava assegurar a permiss&atilde;o de seu marido antes que pudesse dispor de sua propriedade particular.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(6)&nbsp;&nbsp;<strong>Na lei Mosaica (judaica):<\/strong>&nbsp;A esposa era prometida.&nbsp; Ao explicar esse conceito, a&nbsp;<em>Enciclop&eacute;dia B&iacute;blica<\/em>, 1902, afirma: &ldquo;Conseguir uma esposa prometida significava simplesmente tomar posse dela atrav&eacute;s do pagamento do pre&ccedil;o de compra; a prometida &eacute; uma menina por quem foi pago o dinheiro de compra.&rdquo;&nbsp; Do ponto de vista legal, o consentimento da menina n&atilde;o era necess&aacute;rio para a valida&ccedil;&atilde;o do casamento dela. &ldquo;O consentimento da menina &eacute; desnecess&aacute;rio e a necessidade dele n&atilde;o &eacute; sugerida em nenhuma parte da Lei.&rdquo; (Fonte anterior).&nbsp; Quanto ao direito ao div&oacute;rcio, lemos na&nbsp;<em>Enciclop&eacute;dia B&iacute;blica<\/em>: &ldquo;A mulher, por ser propriedade do homem, &eacute; &oacute;bvio o direito dele de se divorciar dela.&rdquo;&nbsp; O direito ao div&oacute;rcio era reservado somente ao homem. A<em>Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica<\/em>, 1911, afirma: &ldquo;Na Lei Mosaica o div&oacute;rcio era um privil&eacute;gio apenas do marido...&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(7)&nbsp;&nbsp;<strong>A igreja crist&atilde;:&nbsp;<\/strong>a posi&ccedil;&atilde;o da igreja crist&atilde; at&eacute; s&eacute;culos recentes parece ter sido influenciada pela Lei Mosaica e pelas correntes de pensamento dominantes em suas culturas contempor&acirc;neas.&nbsp;&nbsp;Em seu livro&nbsp;<em>Marriage East and West (Casamento no Oriente e Ocidente,&nbsp;<\/em>em tradu&ccedil;&atilde;o livre<em>)<\/em>, David e Vera Mace escreveram: &ldquo;Que n&atilde;o se suponha que nossa heran&ccedil;a crist&atilde; seja livre desses julgamentos depreciativos.&nbsp; Seria dif&iacute;cil encontrar uma cole&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias mais degradantes ao sexo feminino do que os fornecidos pelos Pais da Igreja primitiva.&nbsp; Lecky, o famoso historiador, fala &ldquo;desses incentivos intensos que formam uma parte consp&iacute;cua e grotesca dos escritos dos Pais... a mulher era representada como a porta do inferno, a m&atilde;e de todos os males humanos.&nbsp; Devia se envergonhar ao mero pensamento de ser uma mulher.&nbsp; Devia viver em penit&ecirc;ncia cont&iacute;nua por conta das maldi&ccedil;&otilde;es que imp&ocirc;s ao mundo.&nbsp; Devia se envergonhar de sua vestimenta, por ser uma lembran&ccedil;a de sua queda.&nbsp; Devia se envergonhar especificamente de sua beleza, por ser o instrumento mais poderoso do dem&ocirc;nio.&rdquo;&nbsp; Um dos mais mordazes entre esses ataques &agrave; mulher &eacute; o de Tertuliano: &lsquo;N&atilde;o sabem que cada uma de voc&ecirc;s &eacute; uma Eva?&nbsp; A senten&ccedil;a de Deus sobre esse seu sexo &eacute; dessa &eacute;poca; a culpa tamb&eacute;m.&nbsp; Voc&ecirc;s s&atilde;o os port&otilde;es do dem&ocirc;nio: s&atilde;o a abertura da &aacute;rvore proibida; as primeiras desertoras da lei divina; as que persuadiram aquele que o dem&ocirc;nio n&atilde;o era corajoso o suficiente para atacar.&rsquo;&nbsp; A igreja n&atilde;o apenas afirma a condi&ccedil;&atilde;o inferior da mulher, mas a priva dos direitos legais que anteriormente desfrutava.&rdquo;<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Bases da equidade espiritual e humana no Isl&atilde;<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">No meio da treva que engolia o mundo, a revela&ccedil;&atilde;o divina ecoou no amplo deserto da Ar&aacute;bia no s&eacute;culo sete com uma mensagem nova, nobre e universal para a humanidade, descrita abaixo.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1)&nbsp; De acordo com o Alcor&atilde;o Sagrado, homens e mulheres t&ecirc;m a mesma natureza espiritual humana:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;&Oacute; humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um s&oacute; ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumer&aacute;veis homens e mulheres.&rdquo; (Alcor&atilde;o 4:1, ver tamb&eacute;m 7:189, 42:11, 16:72, 32:9 e 15:29)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp; Deus investiu ambos os g&ecirc;neros com dignidade inerente e fez homens e mulheres, coletivamente, os mandat&aacute;rios de Deus na terra (ver Alcor&atilde;o 17:70 e 2:30).<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(3)&nbsp; O Alcor&atilde;o n&atilde;o culpa a mulher pela &ldquo;queda do homem&rdquo;, nem v&ecirc; a gravidez e o parto como puni&ccedil;&otilde;es por &ldquo;comer da &aacute;rvore proibida.&rdquo;&nbsp; Ao contr&aacute;rio, o Alcor&atilde;o retrata Ad&atilde;o e Eva como igualmente respons&aacute;veis por seu pecado no Para&iacute;so, nunca culpando apenas Eva.&nbsp; Ambos se arrependeram e ambos foram perdoados (ver Alcor&atilde;o 2:36-37 e 7:19-27).&nbsp; De fato, em um vers&iacute;culo (Alcor&atilde;o 20:121) Ad&atilde;o foi especificamente responsabilizado.&nbsp; O Alcor&atilde;o tamb&eacute;m considera a gravidez e o parto como raz&otilde;es suficientes para o amor e respeito devido pelos filhos &agrave;s m&atilde;es (Alcor&atilde;o 31:14 e 46:15).<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(4)&nbsp; Homens e mulheres t&ecirc;m os mesmos deveres e responsabilidades religiosos e morais.&nbsp; Cada ser humano deve enfrentar as consequ&ecirc;ncias de seus atos:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Deus respondeu a eles:<\/strong>&nbsp;<strong>&nbsp;Jamais desmerecerei a obra de qualquer um de v&oacute;s, seja homem ou mulher, porque procedeis uns dos outros.&rdquo; (Alcor&atilde;o 3:195, ver tamb&eacute;m 74:38, 16:97, 4:124, 33:35 e 57:12)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(5)&nbsp; O Alcor&atilde;o &eacute; muito claro sobre a quest&atilde;o da alegada superioridade ou inferioridade de qualquer humano, homem ou mulher.&nbsp; A &uacute;nica base para superioridade de qualquer pessoas sobre outra &eacute; a devo&ccedil;&atilde;o e a retid&atilde;o, n&atilde;o g&ecirc;nero, cor ou nacionalidade (ver Alcor&atilde;o 49:13).<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O aspecto econ&ocirc;mico das mulheres no Isl&atilde;<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1)&nbsp; O direito a possuir bens pessoais: O Isl&atilde; decretou um direito do qual a mulher foi privada antes e depois do Isl&atilde; (at&eacute; t&atilde;o tardiamente quanto este s&eacute;culo), o direito de propriedade independente.&nbsp; A Lei Isl&acirc;mica reconhece os direitos plenos &agrave; propriedade das mulheres antes e depois do casamento.&nbsp; Podem comprar, vender ou alugar qualquer uma ou todas as suas propriedades &agrave; vontade.&nbsp; Por essa raz&atilde;o as mu&ccedil;ulmanas podem manter (e, de fato, tradicionalmente t&ecirc;m mantido) seus nomes de solteira ap&oacute;s o casamento, uma indica&ccedil;&atilde;o de seu direito de propriedade independente como entidades legais.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp; Seguran&ccedil;a financeira e leis de heran&ccedil;a: &Eacute; garantida &agrave;s mulheres a seguran&ccedil;a financeira.&nbsp; T&ecirc;m direito a receber presentes de casamento sem limite, a manter propriedades atuais e futuras e rendimentos para sua pr&oacute;pria seguran&ccedil;a, mesmo ap&oacute;s o casamento.&nbsp; Nenhuma mulher casada precisa gastar qualquer quantia de sua propriedade e rendimentos com a fam&iacute;lia.&nbsp; A mulher tamb&eacute;m tem direito a total suporte financeiro durante o casamento e durante o &ldquo;per&iacute;odo de espera&rdquo; (iddah) em caso de div&oacute;rcio ou viuvez.&nbsp; Alguns juristas exigem, al&eacute;m disso, um ano de suporte para o div&oacute;rcio e viuvez (ou at&eacute; que se casem novamente, se o novo casamento acontecer antes que o ano termine).&nbsp; Uma mulher que tem um filho no casamento tem direito ao sustento da crian&ccedil;a, pago pelo pai.&nbsp; Geralmente uma mu&ccedil;ulmana tem suporte garantido em todos os est&aacute;gios da vida dela, como filha, esposa, m&atilde;e ou irm&atilde;.&nbsp; As vantagens financeiras concedidas &agrave;s mulheres e n&atilde;o aos homens no casamento e na fam&iacute;lia t&ecirc;m uma contraparte social nas provis&otilde;es que o Alcor&atilde;o estabelece nas leis de heran&ccedil;a, que garantem ao homem, na maioria dos casos, o dobro da heran&ccedil;a de uma mulher.&nbsp; Os homens nem sempre herdam mais; &agrave;s vezes a mulher herda mais que o homem. Nos casos em que os homens herdam mais, eles s&atilde;o financeiramente respons&aacute;veis por suas parentes do sexo feminino: esposas, filhas, m&atilde;es e irm&atilde;s.&nbsp;&nbsp;As mulheres herdam menos, mas ret&ecirc;m sua parte para investimentos e seguran&ccedil;a financeira, sem qualquer obriga&ccedil;&atilde;o legal de gastar qualquer parte dela, mesmo para o seu pr&oacute;prio sustento (alimentos, vestu&aacute;rio, habita&ccedil;&atilde;o, medica&ccedil;&atilde;o, etc).&nbsp; Deve ser destacado que antes do Isl&atilde; as pr&oacute;prias mulheres eram &agrave;s vezes objetos de heran&ccedil;a (ver Alcor&atilde;o 4:19).&nbsp; Em alguns pa&iacute;ses ocidentais, mesmo ap&oacute;s o advento do Isl&atilde;, todos os bens do(a) falecido(a) eram dados ao filho mais velho.&nbsp; O Alcor&atilde;o, entretanto, deixou claro que tanto homens quanto mulheres t&ecirc;m direito a uma parcela espec&iacute;fica dos bens de seus pais falecidos ou parentes pr&oacute;ximos.&nbsp; Deus disse:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Aos filhos var&otilde;es corresponde uma parte do que tenham deixado os seus pais e parentes. &Agrave;s mulheres tamb&eacute;m corresponde uma parte do que tenham deixado os pais e parentes, quer seja ex&iacute;gua ou vasta - uma quantia obrigat&oacute;ria.&rdquo; (Alcor&atilde;o 4:7)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(3)&nbsp; Emprego: Com rela&ccedil;&atilde;o ao direito da mulher ao trabalho, deve ser declarado primeiro que o Isl&atilde; considera seu papel na sociedade como m&atilde;e e esposa com o mais sagrado e essencial.&nbsp; Empregadas ou bab&aacute;s n&atilde;o podem assumir o lugar da m&atilde;e como educadora de uma crian&ccedil;a correta, livre de complexos e cuidadosamente educada.&nbsp; Esse papel nobre e vital, que molda o futuro de na&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o pode ser considerado como ociosidade.&nbsp; Entretanto, n&atilde;o h&aacute; nenhum decreto no Isl&atilde; que pro&iacute;ba as mulheres de procurar emprego sempre que haja necessidade para isso, especialmente em posi&ccedil;&otilde;es que se adequam &agrave; sua natureza e nas quais a sociedade mais precisa dela.&nbsp; Exemplos dessas profiss&otilde;es s&atilde;o enfermagem, ensino (especialmente de crian&ccedil;as), medicina e trabalho social e beneficente.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>(parte 2 de 2)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O aspecto social das mulheres no Isl&atilde;<\/span><\/h2>\r\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">A)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como filha:<\/span><\/h3>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1)&nbsp; O Alcor&atilde;o colocou fim a uma pr&aacute;tica cruel de infantic&iacute;dio feminino, que havia antes do Isl&atilde;.&nbsp; Deus disse:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Quando a filha, sepultada vida, for interrogada: Por que delito foste assassinada?&rdquo; (Alcor&atilde;o 81:8-9)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp; O Alcor&atilde;o foi al&eacute;m ao refutar a atitude desagrad&aacute;vel de alguns pais ao ouvir a not&iacute;cia do nascimento de uma menina, ao inv&eacute;s de um menino.&nbsp; Deus disse:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Quando a algum deles &eacute; anunciado o nascimento de uma filha, o seu semblante se entristece e fica angustiado. Oculta-se do seu povo, pela m&aacute; not&iacute;cia que lhe foi anunciada: deix&aacute;-la-&aacute; viver, envergonhado, ou a enterrar&aacute; viva? Que p&eacute;ssimo &eacute; o que julgam!&rdquo; (Alcor&atilde;o 16:58-59)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(3)&nbsp; Os pais t&ecirc;m o dever de sustentar e demonstrar carinho e justi&ccedil;a com suas filhas.&nbsp; O Profeta, que a miseric&oacute;rdia e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus estejam sobre ele, disse:&nbsp;<strong>&ldquo;Quem cuidar de duas filhas at&eacute; que cheguem &agrave; idade adulta vir&aacute; no Dia do Ju&iacute;zo assim (e colocou seus dedos juntos).&rdquo;<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(4)&nbsp; Um aspecto crucial na cria&ccedil;&atilde;o de filhas que influencia muito seu futuro &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o.&nbsp; A educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas um direito, mas uma responsabilidade para todos os homens e mulheres.&nbsp; O Profeta Muhammad disse:&nbsp;<strong>&ldquo;Buscar conhecimento &eacute; um dever para todo mu&ccedil;ulmano.&rdquo;<\/strong>&nbsp;&nbsp;A palavra &ldquo;mu&ccedil;ulmano&rdquo; aqui inclui homens e mulheres.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(5)&nbsp; O Isl&atilde; n&atilde;o requer e nem encoraja a circuncis&atilde;o feminina.&nbsp; E embora possa ser praticada por alguns mu&ccedil;ulmanos em certas partes da &Aacute;frica, tamb&eacute;m &eacute; praticada por outros povos, incluindo crist&atilde;os naqueles locais, meramente um reflexo dos costumes e pr&aacute;ticas locais.<\/span><\/p>\r\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">B)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como esposa:<\/span><\/h3>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1) O casamento no Isl&atilde; &eacute; baseado em paz, amor e compaix&atilde;o m&uacute;tuas e n&atilde;o apenas na mera satisfa&ccedil;&atilde;o do desejo sexual humano.&nbsp; A seguir est&atilde;o os vers&iacute;culos mais impressionantes no Alcor&atilde;o sobre o casamento:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Entre os Seus sinais est&aacute; o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma esp&eacute;cie, para que com elas convivais; e colocou amor e piedade entre v&oacute;s. Por certo que nisto h&aacute; sinais para os sensatos.&rdquo; (Alcor&atilde;o 30:21, ver tamb&eacute;m 42:11 e 2:228)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp; A mulher tem o direito de aceitar ou rejeitar propostas de casamento.&nbsp; De acordo com a Lei Isl&acirc;mica, as mulheres n&atilde;o podem ser for&ccedil;adas a casar com algu&eacute;m sem o seu consentimento.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(3)&nbsp; O marido &eacute; respons&aacute;vel pela manuten&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e lideran&ccedil;a geral da fam&iacute;lia, dentro da estrutura de consulta (ver Alcor&atilde;o 2;233) e gentileza (ver Alcor&atilde;o 4:19).&nbsp; A mutualidade e natureza complementar do papel do marido e da esposa n&atilde;o significa subservi&ecirc;ncia de nenhuma parte em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; outra.&nbsp;&nbsp;O Profeta Muhammad instruiu os mu&ccedil;ulmanos sobre as mulheres:<strong>&ldquo;Recomendo que sejam bons com as mulheres.&rdquo;<\/strong>&nbsp; E&nbsp;<strong>&ldquo;Os melhores entre voc&ecirc;s s&atilde;o os melhores para suas esposas.&rdquo;<\/strong>&nbsp; O Alcor&atilde;o encoraja os maridos a serem gentis e atenciosos com suas esposas, mesmo que o marido n&atilde;o esteja mais satisfeito com a esposa ou tenha desenvolvido uma avers&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a ela:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;...E harmonizai-vos com elas.<\/strong>&nbsp;&nbsp;<strong>Pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas virtudes.&rdquo; (Alcor&atilde;o 4:19)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Tamb&eacute;m baniu a pr&aacute;tica &aacute;rabe antes do Isl&atilde; na qual o enteado do falecido pai tinha permiss&atilde;o para tomar posse da(s) esposa(s) do pai (herd&aacute;-las) como se fossem parte dos bens do falecido (ver Alcor&atilde;o 4:19).<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(4)&nbsp; Caso surjam disputas conjugais, o Alcor&atilde;o encoraja o casal a resolv&ecirc;-las em particular, em um esp&iacute;rito de justi&ccedil;a e bondade.&nbsp;&nbsp;Na verdade, o Alcor&atilde;o delineia uma etapa iluminada e uma abordagem s&aacute;bia para o marido e a esposa resolverem o conflito persistente em sua vida conjugal.&nbsp; No caso de a disputa n&atilde;o poder ser resolvida de forma equitativa entre marido e esposa, o Alcor&atilde;o prescreve a media&ccedil;&atilde;o entre as partes atrav&eacute;s de interven&ccedil;&atilde;o familiar em nome de ambos os c&ocirc;njuges (ver Alcor&atilde;o 4:35)<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(5)&nbsp; O div&oacute;rcio &eacute; o &uacute;ltimo recurso, permiss&iacute;vel mas n&atilde;o encorajado, porque o Alcor&atilde;o estima a preserva&ccedil;&atilde;o da f&eacute; e o direito do indiv&iacute;duo - homem e mulher - &agrave; felicidade.&nbsp; As formas de dissolu&ccedil;&atilde;o do casamento incluem uma promulga&ccedil;&atilde;o baseada em acordo m&uacute;tuo; iniciativa do marido; iniciativa da esposa (se for parte do contrato de casamento dela); decis&atilde;o do tribunal com base em iniciativa da esposa (por raz&atilde;o leg&iacute;tima); e iniciativa da esposa sem uma causa, desde que ela devolva o presente de casamento ao marido.&nbsp; Quando a continua&ccedil;&atilde;o do casamento for imposs&iacute;vel por qualquer raz&atilde;o, os homens ainda s&atilde;o ensinados a buscar um fim honrado.&nbsp; O Alcor&atilde;o afirma sobre esses casos:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;Quando vos divorciardes das mulheres, ao terem elas cumprido o seu per&iacute;odo prefixado, tomai-as de volta equitativamente, ou liberta-as equitativamente. N&atilde;o as tomeis de volta com o intuito de injuri&aacute;-las injustamente, porque quem tal fizer condenar-se-&aacute;.&rdquo; (Alcor&atilde;o 2:231, ver tamb&eacute;m 2:229 e 33:49)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(6)&nbsp; Associar a poliginia com o Isl&atilde;, como se fosse introduzida por ele ou fosse a norma de acordo com seus ensinamentos &eacute; um dos mitos mais persistentes perpetuados na literatura e na m&iacute;dia ocidentais.&nbsp; A poliginia existia em quase todas as na&ccedil;&otilde;es e era at&eacute; mesmo sancionada pelo Juda&iacute;smo e Cristianismo at&eacute; s&eacute;culos recentes.&nbsp; O Isl&atilde; n&atilde;o baniu a poliginia, como muitos povos e comunidades religiosas; ao inv&eacute;s disso, a regulou e restringiu.&nbsp; N&atilde;o &eacute; exigida, mas simplesmente permitida com condi&ccedil;&otilde;es (ver Alcor&atilde;o 4:3).&nbsp; O esp&iacute;rito da lei, incluindo o momento da revela&ccedil;&atilde;o, &eacute; lidar com as conting&ecirc;ncias individuais e coletivas que podem surgir de tempos em tempos (por exemplo, desequil&iacute;brios entre o n&uacute;mero de homens e mulheres criado por guerras) e fornecer uma solu&ccedil;&atilde;o moral, pr&aacute;tica e humana para os problemas de vi&uacute;vas e &oacute;rf&atilde;os.<\/span><\/p>\r\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">C)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como m&atilde;e:<\/span><\/h3>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1)&nbsp; O Alcor&atilde;o eleva a gentileza com os pais (especialmente as m&atilde;es) a um status imediatamente depois da adora&ccedil;&atilde;o a Deus:<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-quran\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>&ldquo;E vosso Senhor decretou que n&atilde;o adoreis outro sen&atilde;o Ele. que sejais indulgentes com vossos pais, mesmo que a velhice alcance um deles ou ambos, em vossa companhia; n&atilde;o os reproveis, nem os rejeiteis; outrossim, dirigi-lhes palavras honrosas. E estende sobre eles a asa da humildade, e dize: &Oacute; Senhor meu, tem miseric&oacute;rdia de ambos, como eles tiveram miseric&oacute;rdia de mim, criando-me desde pequenino!&rdquo; (Alcor&atilde;o 17:23-24, ver tamb&eacute;m 31:14, 46:15 e 29:8)<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp; Naturalmente o profeta Muhammad especificou esse comportamento para seus seguidores, atribuindo &agrave;s m&atilde;es um status inigual&aacute;vel nas rela&ccedil;&otilde;es humanas.&nbsp; Um homem veio ao Profeta Muhammad e disse: &ldquo;&Oacute; Mensageiro de Deus!&nbsp; Quem entre as pessoas tem mais direito ao meu companheirismo?\"&nbsp; O Profeta disse:&nbsp;<strong>&ldquo;Sua m&atilde;e.&rdquo;<\/strong>&nbsp;&nbsp;O homem disse: &ldquo;E depois quem?&rdquo;&nbsp; O Profeta disse:&nbsp;<strong>&ldquo;Sua m&atilde;e.&rdquo;<\/strong>&nbsp; O homem perguntou: &ldquo;E depois quem?&rdquo;&nbsp; O Profeta disse:<strong>&ldquo;Sua m&atilde;e.&rdquo;<\/strong>&nbsp; O homem perguntou: &ldquo;E depois quem?&rdquo;&nbsp; O Profeta disse:<strong>&ldquo;(Ent&atilde;o) seu pai.&rdquo;<\/strong><\/span><\/p>\r\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">D)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como irm&atilde; na f&eacute; (em geral):<\/span><\/h3>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1)&nbsp; De acordo com os ditos do profeta Muhammad:&nbsp;<strong>&ldquo;As mulheres s&atilde;o shaqa&rsquo;iq (metades ou irm&atilde;s) dos homens.&rdquo;<\/strong>&nbsp;&nbsp;Esse dito &eacute; uma declara&ccedil;&atilde;o profunda que se relaciona diretamente com a quest&atilde;o da igualdade humana entre os g&ecirc;neros.&nbsp; Se for adotado o primeiro significado da palavra &aacute;rabe shaqa&rsquo;iq, &ldquo;metades&rdquo;, significa que o homem vale a metade (da sociedade) e a mulher a outra metade.&nbsp; Se for adotado o segundo significado, &ldquo;irm&atilde;s&rdquo;, implica o mesmo.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp; O profeta Muhammad ensinou gentileza, cuidado e respeito pelas mulheres em geral:&nbsp;<strong>&ldquo;Recomendo que sejam bons com as mulheres.&rdquo;<\/strong>&nbsp;&nbsp;&Eacute; significativo que essa instru&ccedil;&atilde;o do profeta esteja entre suas instru&ccedil;&otilde;es e lembretes finais no discurso da peregrina&ccedil;&atilde;o da despedida, feito pouco antes de sua morte.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(3)&nbsp; Mod&eacute;stia e intera&ccedil;&atilde;o social: Os par&acirc;metros de mod&eacute;stia adequada para homens e mulheres (vestimenta e comportamento) s&atilde;o baseados em fontes reveladas (o Alcor&atilde;o e os ditos prof&eacute;ticos) e, como tal, s&atilde;o considerados pelos crentes e pelas crentes como orienta&ccedil;&otilde;es com base divina, com objetivos leg&iacute;timos e sabedoria.&nbsp; N&atilde;o s&atilde;o restri&ccedil;&otilde;es impostas pelo homem ou pela sociedade.&nbsp; &Eacute; interessante saber que at&eacute; a B&iacute;blia encoraja as mulheres a cobrir sua cabe&ccedil;a: &ldquo;Portanto, se a mulher n&atilde;o se cobre com v&eacute;u, tosquie-se tamb&eacute;m. Mas, se para a mulher &eacute; coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o v&eacute;u.&rdquo; (1 Cor&iacute;ntios 11:6)<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O aspecto legal e pol&iacute;tico das mulheres no Isl&atilde;<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(1)&nbsp; Igualdade perante a lei: Ambos os g&ecirc;neros t&ecirc;m direito &agrave; igualdade perante a lei e os tribunais.&nbsp; A justi&ccedil;a n&atilde;o tem g&ecirc;nero (ver Alcor&atilde;o 5:38, 24:2, e 5:45).&nbsp; As mulheres possuem uma entidade legal independente em assuntos financeiros e outros.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-bullet\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">(2)&nbsp; Participa&ccedil;&atilde;o na vida social e pol&iacute;tica: A regra geral na vida social e pol&iacute;tica &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o e a colabora&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres nos assuntos p&uacute;blicos (ver Alcor&atilde;o 9:71).&nbsp; Existe evid&ecirc;ncia hist&oacute;rica suficiente da participa&ccedil;&atilde;o de mulheres mu&ccedil;ulmanas na escolha de governantes, assuntos p&uacute;blicos, elabora&ccedil;&atilde;o de leis, posi&ccedil;&otilde;es administrativas, erudi&ccedil;&atilde;o e ensino e at&eacute; no campo de batalha.&nbsp; Esse envolvimento em assuntos sociais e pol&iacute;ticos eram conduzidos sem que os participantes perdessem de vista as prioridades complementares de ambos os g&ecirc;neros e sem violar as orienta&ccedil;&otilde;es isl&acirc;micas de mod&eacute;stia e virtude.<\/span><\/p>\r\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Conclus&atilde;o<\/span><\/h2>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">O status que as mulheres n&atilde;o mu&ccedil;ulmanas alcan&ccedil;aram durante a &eacute;poca atual n&atilde;o foi alcan&ccedil;ado devido &agrave; bondade dos homens ou ao progresso natural.&nbsp; Foi alcan&ccedil;ado atrav&eacute;s de um longo esfor&ccedil;o e sacrif&iacute;cio da parte da mulher e somente quando a sociedade precisava de sua contribui&ccedil;&atilde;o e trabalho, mais especificamente durante as duas guerras mundiais, e devido &agrave; escalada da mudan&ccedil;a tecnol&oacute;gica.&nbsp; Enquanto que no Isl&atilde; esse status compassivo e digno foi decretado, n&atilde;o porque reflete o ambiente do s&eacute;culo sete, nem sob a amea&ccedil;a ou press&atilde;o de mulheres e suas organiza&ccedil;&otilde;es, mas por causa de sua verdade intr&iacute;nseca.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"w-body-text-1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\">Se isso indicar alguma coisa, seria a demonstra&ccedil;&atilde;o da origem divina do Alcor&atilde;o e a autenticidade da mensagem do Isl&atilde; que, diferentemente de filosofias e ideologias humanas, est&aacute; longe de proceder de seu ambiente humano; uma mensagem que estabeleceu esses princ&iacute;pios humanos que n&atilde;o ficaram obsoletos com o passar do tempo e nem podem se tornar obsoletos no futuro.&nbsp; Afinal, essa &eacute; a mensagem do Deus S&aacute;bio e Onisciente, Cuja sabedoria e conhecimento est&atilde;o muito al&eacute;m do mais moderno em termos de pensamento e progresso humanos.<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>","excerpt":"","terms":null,"visibility_roles":"","comment_status":1,"comment_count":0,"read_counter":19616,"lft":6474,"rght":6475,"promote":1,"sticky":0,"status":1,"publish_start":null,"publish_end":null,"created_at":"2014-12-20T00:33:00.000000Z","updated_at":"2026-05-26T22:30:32.000000Z","language_id":15,"user_id":13,"author_id":246,"publisher_id":0,"category_id":3,"parent_id":3310,"books":[],"fatawas":[],"videos":[],"audios":[],"author_name":"Mustafa Malaikah","category_name":"Women in Islam","category_slug":"Women-in-Islam","get_date":"2014-12-20","pdf_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Women in Islam.pdf","word_asset":"http:\/\/www.islamland.com\/uploads\/articles\/pt-Women in Islam.docx"},"translations":[],"article_books":[],"article_fatawas":[],"article_videos":[],"article_audios":[],"url":"http:\/\/www.islamland.com\/kor\/api\/articles\/as-mulheres-no-isl"}